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Além de Hitler e Stalin: 5 ditadores cruéis que não estão nos livros de História

Tais políticos governaram com mãos de ferro suas nações, resultando em mortes e torturas de milhares

Alana Sousa Publicado em 05/02/2020, às 13h00

Siad Barre, ditador da Somália
Siad Barre, ditador da Somália - Getty Images

1. Isaias Afwerki

Isaias Afwerki / Crédito: Wikimedia Commons

 

Primeiro e único presidente e ditador da Eritreia, país da África, Isaias Afwerki está no poder desde 1991, quando o país conquistou sua independência da Etiópia. Afwerki liderou seu povo na luta armada para derrubar o governo comunista da Etiópia.

Desde então, o ditador instaurou um sistema autoritário de poder, onde existem acusações de que o governo mantém uma rede de prisões secretas, além de recrutar a força cidadãos para serviços militares. Uma disputa sobre a demarcação territorial com a Etiópia, em 1998, resultou em quase 100 mil mortes.

2. Yahya Jammeh

Yahya Jammeh / Crédito: Wikimedia Commons

 

Yahya Jammeh esteve no comando da Gâmbia por um golpe militar de 1994 a 2017, quando perdeu as eleições para Adama Barrow. Inicialmente aceitou o resultado das urnas, mas tentou assumir o cargo por considerar as votações inválidas. Sofreu com a repressão do povo e renunciou formalmente em 2017.

Governou com mãos de ferro. Utilizava tortura e prisão para seus opositores. Chegou a declarar que cortaria a garganta de qualquer um que assumisse ser homossexual.

3. Theodore Sindikubwabo

Theodore Sindikubwabo / Crédito: Wikimedia Commons

 

Escolhido como presidente interino de Ruanda, Theodore Sindikubwabo esteve à frente do Genocídio de Ruanda, de abril a julho de 1994. O massacre causou a morte de cerca de 800 mil pessoas, e mesmo que tenha sido majoritariamente arquitetado pelos militares do país, Theodore foi o escolhido para assumir o cargo quando o presidente Juvenal Habyrimana foi assassinado.

Médico pediatra por formação, Sindikubwabo nunca poupou elogios aos oficiais do exército ruandês. Em abril de 1994, o ditador fez um discurso para agradecer e encorajar os militares. Após o fim do regime brutal, Theodore fugiu para o Congo, onde morreu em 1998.

4. Siad Barre

Siad Barre / Crédito: Wikimedia Commons

 

Ditador da Somália, Siad Barre governou o país entre 1969 e 1991. Em 1977, Siad decidiu invadir a Etiópia para derrubar o governo comunista, acreditando que receberiam o apoio da União Soviética — que ficou do lado da Etiópia.

Após enfrentar a derrota em seu plano de dominação do país africano, Barre governou a Somália por mais 13 anos. Até que a oposição colocou um fim em seu governo, dando início a uma era de anarquia. Siad morreu em exílio, em 1995.

5. Teodoro Obiang

Teodoro Obiang / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em um golpe de estado ocorrido em 1979, Teodoro Obiang derrubou seu tio, Francisco Macías Nguema, e assumiu a presidência da Guiné Equatorial. Prontamente um governo autoritário e violento foi instaurado, em vigor até hoje.

Em 1995 veio a descoberta de uma fonte de petróleo no país, o que ajudou a financiar as barbaridades do regime. A tortura dos opositores é algo comum, assim como a proibição de que qualquer opinião política seja expressa.


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