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Abortos, decapitação e adultério: 5 polêmicas sobre a Dinastia Tudor

Uma das casas mais famosas da Europa esteve envolvida com escândalos — eternizados até hoje

Joseane Pereira Publicado em 08/05/2020, às 12h00

Primeiro encontro de Henrique VIII com Ana Bolena, por Daniel Maclise, 1835
Primeiro encontro de Henrique VIII com Ana Bolena, por Daniel Maclise, 1835 - Getty Images

1. Banho de sangue

Retrato de Henrique VIII da Inglaterra (1491-1547) / Crédito: Getty Images

 

Considerado o pior monarca da história Inglesa em 2015, pela Associação dos Escritores Históricos do Reino Unido, Henrique VIII dividiu religiosamente o país e causou conflitos e mortes que duraram séculos. E a razão era simplesmente seu desejo em ter outra mulher.

Como sua primeira esposa Catarina de Aragão não lhe dera um filho homem, o monarca resolveu romper com o Vaticano e criar a a Igreja Anglicana em 1534. Isso gerou um banho de sangue onde 72 mil revoltosos foram mortos — incluindo milhares de monges e intelectuais da época, como o filósofo Thomas Morus.


2. Abortos de Catarina

Entre 1510 e 1518, a jovem Catarina teve um total de 6 gestações. Três dos filhos nasceram mortos e sem nome. Entre 1513 e 1514, nasceram dois meninos batizados de Henrique: um viveu por apenas algumas horas e outro, que recebeu o título de Duque da Cornualha, sobreviveu por 52 dias.

A única criança a vingar foi Maria I da Inglaterra, que atuou como quarta e penúltima monarca da Casa de Tudor.


3. Casamentos conflituosos

Henrique VIII da Inglaterra e sua segunda esposa, Ana Bolena / Crédito: Getty Images

 

Desde jovem, o futuro monarca era apaixonado por mulheres, bebidas e cartas. E se casou seis vezes, condenando duas esposas à morte sob acusações paranoicas de infidelidade. Ana Bolena, que sucedeu Catarina de Aragão e lhe deu uma filha, foi decepada em 1536. Já Catarina Howard, sua quinta esposa, foi decepada na Torre de Londres em 1542.


4. Seis dedos?

Com toda a circunstância envolvida em sua ascensão ao trono, era natural que Ana Bolena fizesse alguns inimigos. Um deles, o católico Nicholas Sander, dava descrições detalhadas de como ela era horrível, chegando a dizer, inclusive, que tinha seis dedos na mão direita. É provável que fosse tudo um rumor espalhado pelo religioso, porque não se encontra mais nenhum outro relato disso entre os contemporâneos da rainha.


5. Conflitos entre primas

Elizabeth I, Rainha da Inglaterra, 1533-1603 

 

A relação entre as primas Maria da Escócia e Elizabeth I, filha de Ana Bolena e última monarca da casa Tudor, era tempestuosa e cruel. Maria tinha o direito legítimo de ser a sucessora de Elizabeth no trono da Inglaterra, embora essa tenha decidido que não era uma boa ideia. Aprisionando sua prima por longos 19 anos, Elisabeth ordenou sua execução no dia 8 de fevereiro de 1587.

Em seu leito de morte Elizabeth teria tido visões de sua prima e chorado de arrependimento pela execução. Ironicamente, ela acabou sendo substituída pelo filho de Maria, Jaime, que governou Inglaterra e Escócia até sua morte em 1625.


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