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Tragédia histórica: Como foram recuperados os corpos do naufrágio do Titanic?

O navio Mackay-Bennett foi responsável por realizar a fúnebre tarefa, resgatando os corpos das frias águas do Atlântico Norte

Isabela Barreiros Publicado em 14/04/2020, às 00h00

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Getty Images

Eram 23h40 do dia 14 de abril de 1912, quando o navio RMS Titanic atingiu um iceberg e começou a afundar no meio do Atlântico Norte . Ele estava transportando aproximadamente 2.500 pessoas — mais de 1.500 passageiros pereceram no oceano e apenas 700 foram resgatados.

O primeiro navio a chegar ao local, o RMS Carpathia, só conseguiu avistar a terrível cena às 3h30 da manhã, ou seja, muitas pessoas morreram no escuro das águas gélidas. A missão de resgate durou até às 8h30 do dia 15, e os 705 sobreviventes foram levados de volta a terra por meio de botes salva vidas.

Mas como eles fizeram para recuperar os corpos das pessoas que ficaram no mar? Mackay-Bennett, o navio mortuário do Titanic, foi responsável pela sombria operação. Rapidamente, marinheiros do porto de Halifax, capital da Nova Escócia, equiparam o navio para cumprir o papel de “necrotério” dos cadáveres.

Cerca de 100 caixões de madeira, 100 toneladasde gelo e 12 toneladas de barras de ferro para pesar os corpos foram carregados pelo Mackay-Bennett. Eles chegaram ao local da tragédia na noite do dia 19 de abril, mas foram surpreendidos com o número de pessoas flutuando, mortas, na água.

Dois dos botes responsáveis pelo resgate das vítimas do Titanic / Crédito: Wikimedia Commons

 

"Nós os vimos espalhados pela superfície, parecendo um bando de gaivotas", disse o capitão Frederick Harold Larnder, mais tarde, ao The Washington Times. Os equipamentos trazidos pela tripulação do navio não seriam o suficiente para resgatar os corpos de todos.

Nesse primeiro dia, eles conseguiram juntar 51 vítimas em seus barcos pequenos. No dia seguinte, foram menos. Mas em 22 de abril foram recuperados 119 corpos. Mesmo assim, ainda havia muito mais gente.

John R. Snow Jr, o embalsamador-chefe da operação, começou colocando os cadáveres em líquido de embalsamamento e caixões. Depois que esses equipamentos acabaram, passou a embrulha-los em lona e a coloca-los no gelo no porão do navio. Ainda assim, faltava espaço para carregar todas as vítimas. A partir desse momento, Snow e Larnder decidiram que a única opção viável seria enterrar as pessoas no próprio mar.

Acredita-se que a maioria dos que sofreram com esse procedimento eram a tripulação do Titanic ou ainda passageiros de terceira classe, pela análise das roupas que vestiam quando foram encontrados. "O agente funerário não achou que esses corpos ficariam mais de três dias no mar e, como esperávamos sair por mais de duas semanas, tivemos que enterrá-los", disse o capitão do Mackay-Bennett. As barras de ferro trazidas no navio foram utilizadas para pesar os corpos e enterrá-los em baixo d’água.

Outros três outros navios ainda foram incumbidos de recuperar as vítimas do naufrágio: Minia, CGS Montmagny e SS Algerine. Mas foi o Mackay-Bennett que ficou mais conhecido por realizar a fúnebre tarefa. Ele, no entanto, logo voltou ao seu trabalho normal e continuou transportando cabos no eixo França-Canadá.


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