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A inusitada maneira como as pessoas lidavam com o sexo na Idade Antiga

No mundo antigo, a homossexualidade era comum, a prostituição regulamentada e a masturbação vista como natural

Isabela Barreiros Publicado em 30/04/2020, às 09h00

Arte erótica encontrada em Pompeia, Roma
Arte erótica encontrada em Pompeia, Roma - Wikimedia Commons

Os povos da Antiguidade eram consideravelmente permissivos em relação ao sexo — principalmente os helênicos. Ainda hoje existem preconceitos e tabus ligados à prática sexual, no entanto, isso parecia ser menos presente nas sociedades antigas.

Documentos desse período, que data desde 4000 a.C. ao século 5 d.C., revelam alguns fatos curiosos sobre as pessoas que viviam nessa época e como elas se relacionavam umas com as outras, ainda mais de forma íntima. As evidências também são importantes para mostrar como as sociedades grega, romana e egípcia lidavam com essas questões.

Crédito: Wikimedia Commons

 

Em Roma, o sexo era tão incentivado que existiam leis que puniam tanto o celibato quanto pessoas que não tivessem filhos. Os casais com mais herdeiros, porém, eram privilegiados perante as autoridades romanas. Eles também chegaram a estudar mais afundo o corpo humano, tendo noção de algumas infecções sexualmente transmissíveis (IST), como a gonorreia, analisada pelo médico e filósofo romano Cláudio Galeno no século 2.

A prostituição também era regulamentada na região. As mulheres pagavam impostos, tinham a profissão registrada e quase sempre eram encontradas em baixo de arcos arquitetônicos nas cidades. Uma curiosidade é que a palavra “fornicação” vem da expressão em latim “fornice”, que designava arco.

Em relação à legislação, Roma tinha penas de morte para casos de adultério, somente se cometido pela esposa, incesto e ainda sexo entre uma mulher livre e um escravo. Em outro caso, quem fizesse sexo anal teria suas propriedades apreendidas.

O sexo era retratado em inúmeras pinturas, mosaicos e objetos comuns como lamparinas e até mesmo em moedas. Alguns historiadores acreditam que essas moedas, que mostravam uma posição sexual em uma face e um número na outra, eram fichas de bordel, e os números seriam responsáveis por hierarquizar as maneiras com que se realizava a ação.

Crédito: Wikimedia Commons

 

Na Grécia, a relação com o sexo não era muito diferente. Nos dois lugares, a monogamia era quase que a regra entre os casais, por isso mesmo que os grecorromanos descobriram a necessidade do divórcio, o que passou a ser estabelecido nas leis oficiais. Outra característica em comum entre os dois lugares era a normalidade com que se tratava a masturbação, sendo considerada natural entre todas as pessoas.

Ainda em território grego, a homossexualidade era comum. Existiam lendas sobre a origem da sexualidade, especificamente no que diz respeito à relação entre homens adultos e jovens. Acreditava-se que Orfeu, poeta e músico da mitologia grega, apaixonou-se por um adolescente depois da morte de sua mulher. Uma lenda ainda trazia o romance entre Tamíris e Jacinto para falar sobre a homossexualidade.


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