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Afinal, de onde vem o dinheiro da Coreia da Norte?

Sob um regime isolado e fechado, o país no leste asiático atrai curiosidade e especulações sobre o que realmente acontece na sua economia e administração

Isabela Barreiros Publicado em 12/06/2020, às 09h00

Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte
Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte - Getty Images

A Coreia do Norte é um dos países mais isolados do mundo. Dados e estatísticas oficiais da região normalmente não são divulgados internacionalmente, o que deixa um certo mistério sobre como o regime consegue se manter em um globo, sobretudo, capitalista.

Esse isolamento também acaba contribuindo para que as informações sobre o país sejam limitadas — e aumente a especulação sobre o que realmente está acontecendo lá dentro. Muitas vezes, ainda existe uma construção caricaturada do país, que conta com preconceitos vindos de uma visão ocidental — e anticomunista — de mundo.

A questão da economia da Coreia do Norte é complexa. Vivendo sob uma série de sanções internacionais principalmente vindas dos Estados Unidos e das Nações Unidas (ONU) desde 2006, o país tenta continuar realizando testes de seus armamentos nucleares e exportações e importações.

De acordo com reportagem do El País, as sanções da ONU de setembro de 2017 incluíam “suspender as vendas norte-coreanas do setor têxtil, segunda maior fonte de exportações do país, e o envio de gás natural para a Coreia do Norte”, além de restringir o “fornecimento de petróleo e produtos refinados, já reduzidos em resoluções anteriores”.

Por isso, a dependência comercial do país com a China segue sendo um dos pilares que mantém a economia norte-coreana estável. Acredita-se que por volta de 80% das exportações do país sejam compradas pelos chineses e que esse número também seja parecido com o da origem das importações advindas da China.

Kim Jong-un, Líder Supremo da Coreia do Norte / Crédito: Getty Images

 

Da Coreia do Norte, os chineses compram principalmente carvão, minérios — nos quais o país é rico —, peças de vestuário e ainda alguns produtos alimentícios. O comércio contrário é de petróleo, aço, maquinaria, automóveis e produtos eletrônicos. Esses dados são segundo a Agência de Promoção de Negócios e Investimentos da Coreia do Sul.

Além da China, que com certeza é seu maior parceiro comercial, o país mantém relações com a Rússia, Coreia do Sul, Índia, entre outros. Ainda assim, o grande asiático permanece como primeiro e primordial aliado.

De acordo com dados do Banco da Coreia, as importações e exportações norte-coreanas somam por volta de US$ 9,9 bilhões. US$ 2,4 bilhões desse valor seria apenas com o comércio com a parte sul da ilha. Ainda segundo o banco — que contém informações pouco atualizadas sobre o país—, a economia norte-coreana cresceu em 1% em 2014, no último relatório disponível sobre a administração do território.

Existe ainda outra estratégia utilizada por eles para aumentar sua receita — que também vem sendo alvo de sanções da ONU. Muitos habitantes do país emigram para países como Rússia e China, mas também em outros territórios na Europa, Oriente Médio e África, para trabalhar e depois enviar o dinheiro de volta ao seu país natal.

No entanto, o Conselho de Segurança da ONU determinou em 2017 que os destinos dessas pessoas expulsassem-nos de seus países no intuito de frear seu programa nuclear. O prazo acabou em dezembro do ano passado, mas acredita-se que cerca de 50 mil norte-coreanos estivessem trabalhando na China.  

É importante lembrar, porém, que a Coreia do Norte mantém seus dados quase secretos, por isso é muito difícil dizer como a economia e a administração funcionam sob um regime isolado e autoritário.


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