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Sacerdotisa e amante do faraó Seti I: Dorothy Eady, a mulher que acreditou ter vivido no Egito em sua vida passada

Com o nome de Bentreshyt em sua antiga jornada terrestre, a mulher afirma ter cometido suicídio para preservar a imagem do amante após uma gravidez indesejada

Daniela Bazi Publicado em 31/05/2020, às 11h00

Dorothy Eady no documentário Em Busca da Eternidade da National Geographic
Dorothy Eady no documentário Em Busca da Eternidade da National Geographic - Divulgação

Dorothy Eady foi uma inglesa responsável por uma das histórias mais curiosas relacionadas a vidas passadas. A mulher afirmava ter vivido durante a Era Faraônica, e ter sido uma sacerdotisa e serva da corte do faraó Seti I, filho de Ramsés I e Sitra.

Nascida em 1904, Dorothy aos três anos de idade sofreu um grave acidente ao cair das escadas de sua casa. A garota sofreu traumatismo craniano e ficou inconsciente, levando os médicos a acreditarem no seu falecimento. Entretanto, poucas horas depois ela havia voltado à vida e não tinha nenhuma sequela.

Desde então, Eady passou a relatar que sonhava frequentemente com imagens de um grande edifício com colunas enormes, e acordava chorando pedindo para “voltar para casa”. Um ano após o acidente, em 1908, seus pais a levaram para visitar o Museu Britânico e ficaram impressionados com a atitude de Dorothy ao chegar às salas egípcias.

Exposição egípcia no Museu Britânico em 2019 / Crédito: Getty Images

 

Ela se soltou de sua mãe e correu em direção às estátuas, onde se ajoelhou e começou a beijar seus pés. Seus pais tentaram retirá-la do lugar, mas a mesma insistiu em ficar, falando que estava em casa, com seu povo.

Com o passar do tempo, ela passou a frequentar assiduamente o museu e se tornou aprendiz do professor Ernest Wallis Budge, que a ensinou a ler hieróglifos. A partir dessa época ela começou a aprofundar seus estudos sobre o Antigo Egito, e a frequentar grupos de reencarnação, mas nenhum a satisfez.

Por volta da década de 1930 ela conheceu Abdel Maguib, com quem se casou, e mudou para o Egito onde teve o seu único filho, chamado Seti, e lhe rendeu o apelido Omm Seti, que significa mãe de Seti, seguindo um antigo costume egípcio de não chamar as mulheres pelo nome.

Durante seu tempo no Egito, Dorothy passou a afirmar que em sua vida passada era Bentreshyt, filha de um casal pobre que a enviou para o templo do faraó Seti I para se tornar serva e sacerdotisa, e que manteve um romance com o líder egípcio.

Interior do Templo de Seti I / Crédito: Getty Images

 

Eady também disse que teria engravidado acidentalmente de seu amante, indo contra a regra de que as sacerdotisas deveriam ser virgens. Ela teria se matado para preservar a integridade de Seti I, que após a sua morte prometeu que nunca iria esquecê-la.

A mulher viveu durante quase toda a sua vida em Abidos, onde trabalhou por quase 20 anos como assistente dos arqueólogos Selim Hasan e Ahmed Fakhry, e se tornou a primeira mulher a trabalhar no Departamento de Antiguidades do Egito, atual Ministério das Antiguidades do Egito.


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