Curiosidades » Personalidade

Há exatos 83 anos, Amelia Earhart era ouvida pela última vez antes de desaparecer no Oceano Pacífico

Junto com o navegador Fred Noonan, Earhart fez um contato final em 1937 — os corpos jamais foram encontrados

Pamela Malva Publicado em 02/07/2020, às 08h00

Amelia Earhart, uma das pilotos mais famosas do mundo junto com Fred Noonan
Amelia Earhart, uma das pilotos mais famosas do mundo junto com Fred Noonan - Domínio Público

“Oh, Pidge, é como se eu estivesse voando!” Foi assim a primeiro voo de Amelia Earhart. Aos 7 anos, a pequena aventureira tinha acabado de descer por uma rampa improvisada em seu quintal.

Com o trenó de madeira quebrado, o vestido rasgado e o lábio sangrando, a menina virou-se para sua irmã, Pidge, entusiasmada. Naquele momento, nascia uma das maiores pilotos de avião de todos os tempos.

Amelia sempre teve um espírito aventureiro e, segundo muitas de suas biografias, adorava colecionar o que quer que encontrasse durante suas explorações. Junto com a irmã, era dona de minhocas, borboletas, gafanhotos e uma rã arborícola.

Para a menina sonhadora, o mundo todo era um parque de diversões, prestes a ser descoberto e desvendado. Dessa forma, sem nenhum receio, Amelia decidiu dar a volta ao mundo com seu avião de estimação, em 1937.

Amelia Earhart com um de seus aviões bimotores / Crédito: Domínio Público

 

O voo comprometido

Não seria a primeira vez de Amelia nos céus. Ela era apaixonada pelas nuvens e já havia cruzado o Atlântico sozinha, em 1928. Assim, o plano de dar uma volta ao mundo não lhe parecia ambicioso demais.

Em 1937, então, para comemorar seus 40 anos, planejou a viagem de sua vida. No dia 1º de junho, ela e o navegador Fred Noonan partiram de Miami. Em 2 de julho, porém, ela perdeu contato com o rádio e desapareceu em algum ponto do oceano Pacífico.

A piloto e seu companheiro de voo foram procurados por 16 dias, mas nenhum sinal deles foi encontrado pelas patrulhas de busca. Até hoje, o motivo da queda é um mistério que assombra aqueles apaixonados pela história de Amelia. O paradeiro de seu corpo, todavia, é outra história.

Amelia Earhart dentro de um de seus aviões / Crédito: Domínio Público

 

É ou não é?

Em 1940, ossadas foram encontradas por Gerald Gallagher, um oficial de carreira britânico, na ilha de Nikumaroro, no Pacífico. Entre os achados, foram identificados 13 ossos diferentes, um crânio e o que parecia ser um sapato feminino.

Os ossos, então, foram enviados para as Ilhas Fiji, onde foram examinados pelo médico D. W. Hoodless, em 1941. Naquela época, entretanto, a análise forense concluiu que os restos humanos pertenciam a um homem europeu de baixa estatura.

Foi um balde de água fria em todos que acreditavam no final do mistério. A heroína americana que lutava pela igualdade de direitos havia sido encontrada e, pouco tempo depois, fora perdida novamente.

Em 1998, uma luz voltou a brilhar quando a conclusão de D. W. Hoodless foi refutada pela equipe de investigação de Ric Gillespie. Dessa vez, os especialistas identificaram que os ossos encontrados em 1940 pertenciam a uma mulher mais alta do que a média europeia — característica citada em diversos textos sobre Amelia.

Amelia, a piloto que quase deu a volta ao mundo / Crédito: Domínio Público

 

Mistério moderno

80 anos depois do primeiro estudo feito a partir dos ossos, Richard Jantz decidiu revisitar o mistério. Assim, em 2018, o antropólogo da Universidade do Tennessee decidiu submeter os restos humanos à testes modernos, com ferramentas atuais. 

Em um longo trabalho de apuração e comparação, Richard determinou as mais prováveis medidas do corpo de Amelia, analisando fotos antigas da piloto. O cientista, então, passou todos os dados para um programa especial.

A partir dos dados, o software fez um paralelo entre as medidas de Amelia e diversas ossadas — incluindo a encontrada em 1940. No final, a compatibilidade entre os restos de Nikumaroro e o corpo da piloto foi quase perfeita.

“A não ser que apareçam evidências definitivas de que estes restos mortais não são os de Amelia Earhart”, explicou Richard, “o argumento mais convincente é de que sim, eles são dela”.

Amelia com o seu avião Lockheed / Crédito: Domínio Público

 

Em agosto de 2018, mergulhadores encontraram restos de uma aeronave em águas próximas a Papua Nova Guiné. De acordo com análises feitas nas peças, foi possível identificar modificações realizadas pela piloto em um dos dispositivos encontrados. Assim, é possível que as partes de metal tenham pertencido ao Lockheed de Amelia.

O mistério sobre o paradeiro da piloto, entretanto, permanece até os dias de hoje. Ainda que muitos teorizem que Amelia tenha sido capturada por japoneses em plena Segunda Guerra Mundial, é bastante provável que seus restos mortais tenham sido, de fato, encontrados em 1940. 


+Saiba mais sobre Amelia Earhart através das obras abaixo, disponíveis na Amazon

Amelia Earhart, de Hannah Fish (2020) - https://amzn.to/39yVhgl

Amelia Earhart, de Hourly History (2019) - https://amzn.to/2QWG5Dg

Amelia Lost, de Candace Fleming (2011) - https://amzn.to/2Uu7cIh

Amelia Earhart, de Tamara Hollingsworth (2010) - https://amzn.to/3atHR6I

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, a Aventuras na História pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.

Aproveite Frete GRÁTIS, rápido e ilimitado com Amazon Prime: https://amzn.to/2w5nJJp

Amazon Music Unlimited – Experimente 30 dias grátis: https://amzn.to/3b6Kk7du