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Frankenstein: Os experimentos reais que inspiraram a história do icônico personagem

Para fundar a obra de ficção científica, Mary Shelley se inspirou em fatos verdadeiros

Alana Sousa Publicado em 29/12/2019, às 18h00

Cena do filme Frankenstein
Cena do filme Frankenstein - Getty Images

A fábula do Frankenstein é conhecida por todos. O livro, de 1818, que narra a história do cientista que cria e dá a vida a um monstro usando ondas de eletricidade se popularizou, tornando-se a primeira obra de ficção científica do mundo. Mas você conhece os experimentos reais que inspiraram esse romance de terror?

O que parece fantasia para nós era bastante popular entre as pessoas no século 19. Experimentos utilizando “eletricidade animal” (eletricidade produzida através das células) tentavam a todo custo provar que era possível restaurar e até gerar a vida a partir desse recurso. Tudo começou em 1786, quando Luigi Galvani descobriu que músculos de rã morta se moviam quando atingidos por uma corrente elétrica.

Crédito: Getty Images

 

Em 1803, seu sobrinho, Giovanni Aldini, levou a coisa ao extremo usando como cobaia o corpo de um homem que tinha sido condenado à morte. Aldini e seus assistentes realizaram o experimento com espectadores. O ato saiu no Times, que relatou que o cadáver começou a tremer, um dos olhos foi aberto, a mão direita foi levantada e as pernas, postas em movimento.

Apesar de não ter conseguido cumprir o propósito de ressuscitar o homem, foi o suficiente para surpreender quem assistia e dar esperança para outros cientistas.No mesmo ano, Johannes Ritter também realizou experimentos elétricos. Só que em si mesmo, com o objetivo de explorar como a eletricidade afetava as sensações.

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Após a publicação do livro de Mary Shelley, o químico escocês Andrew Ure realizou seus próprios experimentos elétricos no corpo de um homem executado por assassinato. Quando o homem morto foi eletrificado, Ure escreveu: “Cada músculo em seu semblante foi simultaneamente lançado em ação temerosa; raiva, horror, desespero, angústia e sorrisos medonhos uniram sua expressão hedionda no rosto do assassino”.

Pelo menos um século antes a ideia já tinha sido debatida por um dos cientistas mais importantes da História: Isaac Newton. Ele especulou, no início dos anos 1700, que havia uma ligação íntima entre a eletricidade e os processos da vida. Mas não há como fazer alguém voltar: o que os eletrodos faziam era estimular o processo natural em que diferenças de carga elétrica excitam os músculos a se moverem.


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