De quarentena a Primeira Comunhão na lua: 6 fatos bizarros sobre a Apollo 11

O primeiro pouso na lua esconde mais segredos do que podemos imaginar. Confira os mais insólitos!

Joseane Pereira Publicado em 08/11/2019, às 08h00

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Há cinco décadas, o primeiro passo da humanidade na lua foi dado. Lá, foram tiradas fotos e coletadas amostras de solo. Mas isso são fatos cotidianos.

Existem detalhes sobre a missão Apollo 11 bem menos divulgados, como a burocracia para trazer pedras da lua e o fervor católico de Buzz Aldrin. Confira-os abaixo, junto a outros fatos curiosos sobre a empreitada.

6. O Presidente Nixon preparou um discurso para o caso de os astronautas não voltarem

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É sempre importante pensar em todas as possibilidades. Esse foi o caso do Presidente Richard Nixon, que preparou um discurso no caso de a tripulação da Apollo 11 nunca mais voltar. Pairava o receio de que Neil Armstrong e Buzz Aldrin ficassem presos na Lua, por alguma falha no módulo lunar que os levaria até a superfície.

O temor era de que o veículo tivesse mal funcionamento na descida, ou que não pudesse decolar na volta. Também existia possibilidade de uma falha na conexão com o módulo de comando que os levaria de volta à Terra. Caso algo desse errado, os dois astronautas poderiam morrer instantaneamente, cometer suicídio ou morrer de fome.

O discurso foi feito a pedido da NASA e escrito pelo redator de discursos da Casa Branca, William Safire, um mês antes da Apollo 11 chegar à lua. Antes de ler, Nixon telefonaria para as esposas dos astronautas informando-as do ocorrido. Então, começaria seu discurso em rede nacional com a frase: “O destino ordenou que os homens que foram à Lua para explorar em paz permanecessem na Lua para descansar em paz”.

5. Michael Collins, o terceiro astronauta, nunca pousou na Lua

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Como mencionado acima, o presidente Nixon fez um discurso para o caso de Neil Armstrong e Buzz Aldrin não voltarem da missão Apollo 11. Mas por que o terceiro astronauta, que posa nas fotos históricas da empreitada, não estava no discurso?

Alguém precisava permanecer no módulo de comando que orbitava a lua, enquanto o módulo lunar chegava à sua superfície. E esse alguém era Michael Collins, que permaneceu sozinho por mais de 20 horas liderando a operação. Caso algo desse errado, apenas ele retornaria à Terra para contar a história.

E essa possibilidade pesou sobre Collins, que estava há meses preocupado com isso. Enquanto orbitava a lua ele escreveu que, caso acontecesse, a tragédia iria assombrá-lo pelo resto de sua vida. Apesar de não ter vivenciado a emoção de pisar em solo lunar, o astronauta teve a grande responsabilidade de monitorar todo o andamento da empreitada.

4. Neil Armstrong jogou lixo na lua

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Esse fato, com razão, é de chocar ambientalistas. Enquanto Neil Armstrong descia do módulo lunar, Buzz Aldrin lhe passou um saco de lixo cheio de embalagens de comida e recipientes com fezes, que ele simplesmente jogou na superfície lunar. A primeira foto tirada pela missão mostra muito bem a sacola.

Os astronautas lançaram ainda mais lixo e feramentas para abrir espaço às pedras e poeira que iriam levar como amostra. Os aparelhos incluíam balanças, martelos e um refletor a laser, usado para medir a distância entre a Terra e a Lua.

Por último, os dois astronautas adicionaram uma placa que dizia: “Aqui os homens do planeta Terra puseram os pés na Lua. Julho de 1969, d.C. Chegamos em paz, por toda a humanidade.”

Todos os objetos permanecem lá.

3. Buzz Aldrin comungou com pão e vinho na Lua

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Após o módulo pousar, Aldrin e Armstrong permaneceram em descanso por algum tempo, e preparando todo o lixo que iam despejar. Nesse meio tempo, Aldrin aproveitou o descanso para fazer algo muito inusitado: celebrar sua Comunhão.

Buzz Aldrin ligou para Houston e pediu um momento de silêncio. Ele solicitou que os ouvintes refletissem sobre toda a empreitada e agradecessem de maneira individual e, após isso, derramou vinho em um pedaço de pão e comeu, enquanto Armstrong observava.

 Atividades religiosas durante missões espaciais já haviam ocorrido anteriormente: após a tripulação da Apollo 8 ler o Livro do Gênesis ao orbitar a Lua. Em 25 de dezembro de 1968, a NASA sofreu um processo e não estava pronta para outra ação judicial.

Como consequência, Aldrin não foi proibido de tomar a Santa Comunhão na Lua, sob a condição de que a celebração fosse mais neutra. Hoje em dia, a Igreja Presbiteriana de Webster, que o astronauta frequentava, relembram esse evento celebrando o Domingo da Comunhão Lunar.

2. Ao retornar, a tripulação preencheu formulários alfandegários dos EUA

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No dia 24 de julho de 1969, Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins pousaram no Oceano Pacífico, próximos ao Havaí. A rota de viagem foi listada como “Cape Kennedy, Flórida – Lua – Honolulu, Havaí”.

Ao fim da viagem, a Alfândega dos EUA fez com que os astronautas preenchessem um formulário para importar pedras e poeira lunares para os Estados Unidos. A tripulação declarou sua carga como “amostras de poeira lunar e rocha lunar”. A Alfândega não pôde preencher a seção do formulário que declarava se o viajante tinha alguma doença, ficando esta como “a ser determinada”.

1. Assim que retornou à Terra, a tripulação foi colocada em quarentena

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Durante as primeiras missões, não se sabia o que os astronautas podiam trazer – entre as hipóteses, estavam microrganismos mortais que poderiam causar uma epidemia. Por isso, os astronautas da Apollo 11 foram colocados em quarentena por três semanas antes de poderem voltar a ter contato com pessoas.

Durante a quarentena, amostras da Lua e trajes espaciais foram examinados, e a tripulação foi monitorada em busca de infecções estranhas. As tripulações da Apollo 12 e 14 também foram colocadas em quarentena – apenas depois da Apollo 15, em julho de 1971, é que a NASA parou de realizar o processo, pois já havia sido confirmada a esterilidade de nosso satélite nas áreas exploradas.