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Que fim levou o último César?

Quando o primeiro imperador, Otávio Augusto homenageou o tio Júlio César, todo rei romano tinha que fazer a mesma coisa que ele, acrescentar um César ao próprio nome

Redação Publicado em 30/08/2019, às 05h00

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- Crédito: Reprodução

A última pessoa com o título de imperador romano do Ocidente foi Rômulo Augusto, um coitado que acabou sendo deposto durante as invasões bárbaras de 476. Na verdade, quem mandava mesmo não era Rômulo, mas seu pai, o comandante militar Orestes, que fez dele imperador aos 15 anos.

Quando Orestes morreu, apenas dez meses depois, os invasores hérulos, liderados pelo general Odoacro, condenaram o césar à morte. Mas, como ele era apenas um garoto, a pena foi cancelada, ele recebeu uma mesada legal e se mudou para um castelo na cidade de Nápoles, onde viveu com conforto até os 51 anos. Foi um cara de sorte, no fim das contas. Dos 111 imperadores romanos da história, só 31 não foram assassinados. E Rômulo foi um deles.

Quando Rômulo trocou o papel de imperador por uma casa e a aposentadoria, o título de césar desapareceu em Roma. Ele tinha sido criado no ano 31, quando o primeiro imperador, Otávio Augusto, homenageou o tio Júlio César: a partir daquele momento, todo rei romano tinha que fazer a mesma coisa que ele, acrescentar um “César” ao próprio nome. No final do século 3, surgiu o título Augusto, agora em homenagem ao Otávio.

Os césares continuariam existindo ali perto, no império que governava o Marrocos e o Egito, na África, e o sul da França e da Itália, na Europa. Com sede na cidade de Constantinopla, na Turquia, o Império Romano Oriental teve césares até 1453, quando Constantino X foi derrubado pelos turcos-otomanos.

Acabou assim o império mais longo da história: 1.058 anos. Se o fim do Império Romano do Ocidente marca o começo da Idade Média, a invasão de Constantinopla inicia a Idade Moderna.