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Liquian: A múmia do monge budista que foi encontrada dentro de uma estátua de Buda

O cadáver passou por um longa jornada espiritual e, ainda há quem acredite que ele não está morto, mas em um estado de meditação suprema

Alana Sousa Publicado em 09/02/2020, às 07h00

Estátua de Buda, e ao lado, a reprodução de como estaria o esqueleto
Estátua de Buda, e ao lado, a reprodução de como estaria o esqueleto - Divulgação

Em 2014, dentro de uma estátua de Buda foi encontrado um corpo mumificado, de quase mil anos de idade. O monge, batizado de Liquian, permaneceu trancafiado dentro do artefato de madeira, resina e metal, até que foi comprado por um colecionador de relíquias antigas.

Após descobrir o cadáver dentro da estátua, pesquisadores do Museu de Drents, na Holanda, iniciaram uma análise para compreender mais sobre o estado da múmia e quem seria a vítima por trás do achado insólito.

Arqueólogos acreditam que o homem era um monge da Escola Chinesa de Meditação. A prática era algo comum para os praticantes do budismo, que, inclusive acreditam que Liquian não está morto, e sim em um “estado de meditação suprema”.

Análise da estátua / Crédito: divulgação/Museu de Drents

 

Para atingir o estado espiritual, conhecido como Tukdam, era preciso fazer algo denominado como auto-mumificação. Durante mil dias, o monge se alimentou apenas de nozes, sementes e frutas, além de executar uma série intensa de exercícios, a fim de eliminar a gordura corporal.

Então, chegava o momento da segunda parte da dieta, o budista chinês passou a comer raízes e tomar chás tóxicos. Após a conclusão do processo de desintoxicação, o monge sentou-se em posição de lótus — na qual as pernas ficam cruzadas e as mãos apoiadas nos joelhos.

Já trancado dentro da estátua de Buda, Liquian respirava através de um pequeno tubo de ar, ele deveria tocar um sino para sinalizar que ainda estava vivo. Até que chegasse o dia da sua morte — ou meditação suprema —. Mais mil dias deveriam se passar, até que a tumba pudesse ser aberta, para então, a múmia ser exibida no templo, como um exemplo a ser seguido.

Foi aqui que a história de Liquian seguiu por um rumo diferente, ao ser comprado pelo colecionador e mais tarde, obtido pelo Museu de Drents, ele não conclui sua jornada espiritual. Todavia, se tornou a única múmia chinesa de um budista a ser estudada por pesquisadores do Ocidente.


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