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Dia Internacional da Mulher: 10 nomes fundamentais da luta feminina pela dignidade no trabalho

Durante séculos, muitas foram as mulheres que se destacaram na luta por maiores direitos

Rapahela de Campos Mello Publicado em 08/03/2020, às 10h00 - Atualizado às 14h50

Da esquerda para direita: Flora Tristan, Clara Zetkin e Mary Wollstonecraft
Da esquerda para direita: Flora Tristan, Clara Zetkin e Mary Wollstonecraft - Domínio Público

Segundo a historiadora Luiza Tonon da Silva, muitas foram as mulheres que lutaram para a conquista dos direitos que temos hoje. A maioria é anônima, já que, por muito tempo, a história se mostrou por meio de narrativas masculinas, quase sempre brancos e proprietários.

“Quando uma ou outra mulher era digna de nota, quase nunca vinha do meio de trabalhadores: poucas tiveram seu nome registrado por quem detinha a pena da escrita da História”, diz Luiza.

Pensando no dia Internacional da Mulher, o site Aventuras na História separou alguns nomes fundamentais na luta feminina pela dignidade no trabalho. Confira abaixo!

1. Mary Wollstonecraft (inglesa, 1759-1797)

Crédito: Domínio Público

 

Pioneira do movimento feminista. Desnaturalizou a condição feminina e denunciou a opressão que as mulheres sofriam. Era a favor de mais direitos, como o acesso à educação formal para as mulheres.

2. Flora Tristan (francesa, 1803-1844)

Crédito: Divulgação

 

Militante socialista e intelectual nos movimentos de trabalhadores, defendia que a emancipação feminina era necessária para emancipar toda a sociedade. E alertava: no casamento, a mulher era a proletária; o homem, o burguês. Numa analogia à sociedade de classes.

3. Clara Zetkin (alemã, 1857-1933)

Crédito: Wikimedia Commons

 

Professora, jornalista e marxista. Lutou pelas mulheres trabalhadoras não só na Europa mas em todo o mundo. Foi eleita deputada pelo Partido Comunista da Alemanha (KPD) e criadora do jornal A Igualdade, instrumento de educação das mulheres trabalhadoras.

4. Rosa Luxemburgo (polonesa, 1871-1919)

Crédito: Wikimedia Commons

 

Grande filósofa, economista e militante pelos direitos dos trabalhadores. Tornou-se mundialmente conhecida pela militância revolucionária ligada à Social-Democracia da Polônia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD).

5. Alexandra Kollontai (russa, 1872-1952)

Alexandra Kollontai / Crédito: Wikimedia Commons

 

Líder revolucionária, teórica e militante do marxismo. Primeira mulher embaixadora de um país e uma grande defensora dos direitos das mulheres.

6. Maria Firmina dos Reis (maranhense, 1822-1917)

Crédito: Divulgação

 

Escritora, professora e importante abolicionista. Em 1859, publicou Úrsula, o primeiro romance de uma autora brasileira. Lutou pela igualdade de ensino para meninas.

7. Bertha Lutz (paulista, 1894-1976)

Bertha Lutz / Crédito: Wikimedia Commons

 

Bióloga e ativista feminista, criadora da Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher e da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), cuja principal bandeira era o voto feminino. Também ajudou a fundar a União Universitária Feminina, que incentivava o ingresso das mulheres no ensino superior.

8. Laudelina de Campos Mello (mineira, 1904-1991)

Laudelina de Campos Mello / Crédito: Wikimedia Commons

 

Defensora dos direitos das mulheres e fundadora do primeiro sindicato de empregadas domésticas do país, em 1961. Ela também participou da criação da Frente Negra Brasileira, maior associação da história do movimento negro.

9. Ana Montenegro (cearense, 1915-2006)

Ana Montenegro / Crédito: Wikimedia Commons

 

Jornalista, poeta, feminista e militante comunista. Fomentava as lutas por direitos por meio de jornais dirigidos às trabalhadoras. Durante a ditadura militar, foi a primeira mulher a ser exilada. Trabalhou em organismos internacionais como a ONU e a Unesco e, em 2005, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

10. Elizabeth Teixeira (paraibana, 1925)

Elizabeth Teixeira / Crédito: Wikimedia Commons

 

Camponesa e ativista pelo direito à terra. Liderou as Ligas Camponesas no seu município, Sapé (PB), e sobreviveu à repressão na ditadura militar brasileira, vivendo de forma clandestina até 1981.


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