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Futebol e ícones comunistas: as controversas tatuagens de Diego Maradona

O maior astro da Seleção Argentina morreu no dia de hoje, aos 60 anos, após uma vida de polêmicas e aclamação mundial

Isabela Barreiros Publicado em 25/11/2020, às 15h00

Maradona e sua tatuagem do Che Guevara
Maradona e sua tatuagem do Che Guevara - Divulgação

Em 1977, o argentino Diego Maradona jogava pela primeira vez pela Seleção Argentina. Naquele ano, ele participou de um amistoso contra a Hungria, estreando sua participação no time de seu país natal. Polêmico, o futebolista ainda não foge de oportunidades de dar opiniões sobre política.

As tatuagens de personalidades importantes de esquerda são uma marca de Maradona. O guerrilheiro argentino Che Guevara descansa em seu ombro direito e o comandante cubano Fidel Castro está em sua panturrilha esquerda.

Quando questionado sobre a primeira tatuagem, em 2000, apenas disse: “também sou um rebelde neste mundo”. A segunda veio depois, quando foi “salvo” por Castro. “Isto de estar vivo tenho de agradecer ao Barbudo (Deus) e… ao Barbudo (Fidel)”, escreveu em sua autobiografia Eu sou El Diego (2000). “Tudo o que ele fez por mim não tem pagamento”, afirmou.

A amizade de Diego Maradona e Fidel Castro / Crédito: Divulgação

 

A gratidão expressada por Maradona diz respeito ao período que passou em Cuba para cuidar de sua saúde. Os vícios, tanto em álcool como em cocaína, fizeram com que seu coração ficasse muito debilitado e funcionasse apenas 38% de sua totalidade. Assim, permaneceu em reabilitação em uma clínica cubana durante muitos meses.

O primeiro encontro de Castro e o argentino foi em 28 de Julho de 1987, quase um ano depois de a Seleção Argentina conquistar o Mundial do México em 1986. Segundo o jogador de futebol, eles beberam e comeram ostras — até mesmo trocaram receitas de cozinha de família. A amizade só iria crescer ainda mais.

Maradona mostrando a Castro tatuagem em sua homenagem / Crédito: Divulgação

 

Em 2016, o líder cubano faleceu, o que causou tristeza ao amigo mesmo a milhares de quilômetros de distância. “Foi como outro pai para mim. O único comandante. Ao fim da Copa, vou à Cuba para me despedir de um amigo. Ele [me] abriu as portas de Cuba quando na Argentina as fecharam”, disse ao canal TyC Sports pouco tempo depois de saber da morte.

“Morreu o meu amigo, o meu confidente, o que me dava conselhos e que me ligava a qualquer hora para falar de política, de futebol, de basebol (…). Como nunca se enganou, para mim Fidel é, foi e será eterno, único, o maior. Dói-me o coração porque o mundo perdeu o mais sábio de todos”, escreveu também em homenagem a Castro em sua página no Facebook.


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