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Rainha do Cangaço: 5 fatos polêmicos sobre Maria Bonita

A cangaceira, que podia ser tão brutal quanto seu marido, foi a primeira mulher a integrar o grupo e abriu espaço para que outras fizessem o mesmo

Isabela Barreiros Publicado em 28/09/2020, às 16h00

A cangaceira Maria Bonita
A cangaceira Maria Bonita - Wikimedia Commons

1. Pioneira das mulheres no cangaço

Crédito: Wikimedia Commons

 

Maria Bonita, como foi apelidada pela imprensa após seu falecimento, foi a primeira cangaceira — o que deu abertura para outros grupos de cangaço recrutarem mulheres em suas jornadas. Rompendo com tradições regionais, essas moças largavam suas residências e tinham a oportunidade de se desligar de alguns hábitos impostos ao gênero feminino naquela época

No entanto, apesar da abertura feita por ela em sua iniciativa a tornar-se parte do bando, nem todas iam para o cangaço por opção; muitas, após serem raptadas e estupradas, eram forçadas a acompanhar as jornadas das quadrilhas.


2. Nada feminista

“As mulheres não se apoiavam. [...] Cobrar uma postura feminista delas naquele ambiente me parece que é exigir demais”, explica Adriana Negreiros, autora do livro Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no cangaço.

A verdade é que Maria se adaptou ao código de conduta machista do cangaço. Além de ajudar a torturar as vítimas de seu companheiro — por vezes, ela arrancava os brincos das mulheres até rasgar seus lóbulos — ela apoiava fortemente o assassinato mulheres adúlteras.


3. Princesa do Cangaço

Lampião e Maria Bonita / Crédito: Domínio Público

 

Lampião e Maria Bonita tiveram uma filha em 1932, de nome Expedita. Como de costume no cangaço, foi necessário decidir o destino da criança.

Como não queriam que a menina crescesse na bandidagem, ela foi entregue a um aliado do Rei do Cangaço para que ela tivesse como tutor o tio João Ferreira. Isso tudo ocorreu no maior sigilo e o caso foi tratado como uma espécie de Segredo de Estado.


4. Riqueza

Maria de Déa andava pelo sertão com as mais diversas joias, que, na época, eram as mais caras de toda a região. Essa riqueza devia-se aos roubos feitos por Lampião em muitas residências, as quais saqueava frequentemente.

Em uma mão, a cangaceira carregava anéis em todos os dedos; na outra, empunhava um revólver Colt calibre 38. Seu punhal de estimação tinha 32 cm e era feito de prata, marfim e ônix, demonstrando o poder que exercia no Nordeste junto com seu parceiro Lampião.


5. Rivalidade com Dadá

Dadá e Corisco / Crédito: Wikimedia Commons

 

Dadá foi heroína, guerreira, e única mulher a portar um fuzil no bando de Lampião — que chegou a liderar. E, com Corisco, seu parceiro, resistiu por mais dois anos até o brutal fim da gangue, nas mãos da polícia. Um ícone da rebeldia do cangaço.

A verdade era que Dadá detestava Maria Bonita principalmente devido ao fato de que ela mandava e desmandava no cangaço. Por mais que fosse a rainha do subgrupo de cangaceiros de seu marido, Corisco, Dadá não tinha a mesma autoridade que Maria e, por vezes, era desrespeitada pelos cangaceiros. Dizia que a outra era “abusada, ranzinza, orgulhosa, metida a besta, barulhenta e arrumadinha feito uma boneca”.


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