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Comparação peculiar: Marquesa de Santos já foi confundida com uma prostituta, na entrada do teatro

Ocorrido no Rio de Janeiro, episódio vergonhoso levou D. Pedro I a encerrar a apresentação teatral

Joseane Pereira Publicado em 24/04/2020, às 12h00

Marquesa de Santos, já em idade avançada
Marquesa de Santos, já em idade avançada - Wikimedia Commons

Domitila de Castro Canto e Melo, filha do coronel João de Castro Canto e Melo, entrou para a história do Brasil como a Marquesa de Santos. No ano de 1813, quando tinha apenas 16 anos, ela se casou com o Alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça, em um matrimônio infeliz. Nove anos depois, ela começaria uma relação amorosa com o imperador D. Pedro I – que fazia de tudo para honrar a sua amada.

A confusão

Querendo conhecer a Corte Imperial mais de perto, Domitila passou a frequentar ambientes nobres. Entre eles, estava o Teatro da Constituição, um edifício de estilo neoclássico construído no Rio de Janeiro em 1813 para homenagear o príncipe regente D. João VI. Ao chegar na porta do teatro, Domitila – ou Titília, como era conhecida – acabou sendo barrada por ser confundida com uma prostituta.

Não se sabe ao certo o motivo da confusão, sejam os trajes diferentes daqueles vestidos pelas mulheres da realeza ou a forma de se portar de Domitila. O que sabemos é que o Imperador imediatamente mandou que as cortinas do teatro fossem descidas e que encerrou a apresentação. Desta forma, a honra e orgulho de Domitila poderiam ser preservados.

Mantendo a honra

Essa não foi a única prova de amor dada pelo Imperador à futura Marquesa de Santos: mais tarde, D.Pedro I intercederia junto à Igreja para que o divórcio entre ela e o Alferes Felício fosse levado a cabo. Sabendo do ocorrido, o Alferes escreveu a Domitila uma carta com duas páginas de insultos – o que culminou na ida de D. Pedro à sua residência, de madrugada, vestindo uma capa preta e montado em seu cavalo. Sem dizer palavra, o Imperador apenas deu uma bofetada em Felício e se foi.

Iniciada em 1822, a relação entre Domitila e D. Pedro I terminaria em 1829. Retornando a São Paulo, ela adquiriu um casarão na atual Rua Roberto Simonsen, no centro da cidade - que se tornou o centro da sociedade paulistana, com saraus literários e grandes bailes de máscaras. Curiosamente, entre as lendas que surgiram após a morte de Domitila, está a de que ela protege as prostitutas da cidade de São Paulo.


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