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A bizarra saga dos cadáveres de Guanajuato, as múmias que gritam

Mortas por um surto de cólera, as pessoas mantiveram as expressões de horror mesmo após a morte. Evidências comprovam que algumas foram enterradas ainda em vida

Isabela Barreiros Publicado em 14/12/2019, às 09h00

Uma das múmias Guanajuato
Uma das múmias Guanajuato - Getty Images

Em Guanajuato, no México, existe uma coleção de antiguidades um tanto insólita: corpos naturalmente mumificados. Durante a primeira metade do século 20, a cidade sofreu com uma epidemia de cólera — doença que matou milhares de pessoas na região. Como consequência, os cemitérios locais começaram a carecer de espaço e, assim, os cadáveres passaram a ser enterrados em criptas, não mais em covas no chão.

Depois de alguns anos, uma taxa começou a ser cobrada para que os sepultados pudessem continuar enterrados de forma permanente em seus respectivos túmulos. Aquelas famílias que não pudessem pagar, tinham que desenterrar e guardar os restos em outro local. E foi assim que as estranhas múmias começaram a ser percebidas como atração: curiosos passaram a pagar para os coveiros para observá-las.

As múmias enfileiradas no museu / Crédito: Divulgação

 

No entanto, não há nada de sobrenatural no caso. Pesquisadores alegam que o fenômeno aconteceu devido ao clima do local. Sendo este quente e árido, os corpos começaram o processo de mumificação por si próprios.

Crédito: Divulgação

 

Além disso, as expressões em seus rostos foram mantidas quase que intactas: existem evidências de que algumas pessoas tenham sido enterradas vivas. Quando exumado, o cadáver de uma mulher chamada Ignacia Aguilar demonstrou que ela estava mordendo o próprio braço.

Hoje, a coleção está exposta em um museu no México e se tornou um grande ponto turístico da região.  


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