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Killdozer: O dia da fúria

Parece filme B, mas foi na vida real. Em 2004, o dono de uma loja de reparos se revoltou contra sua cidade e se lançou em um ataque suicida contra tudo e todos

Redação Publicado em 03/03/2018, às 07h01 - Atualizado em 19/10/2018, às 10h49

Killdozer
Killdozer - Crédito: Reprodução

No dia 4 de julho de 2004, Marvin Heemeyer, soldador e dono de uma loja de reparos especializada em silenciadores de automóveis, derramou sua fúria sobre a cidade de Gramby, Colorado.

De forma aparentemente aleatória, uma máquina infernal passou de prédio em prédio, demolindo-os com seu pé, sem qualquer consideração se havia ou não alguém dentro. Ela entraria para a História como o Killdozer (Buldôzer Assassino). 

Heemeyer, de 52 anos, estava indignado com sua derrota numa disputa de zoneamento. Uma fábrica fora aprovada pela prefeitura perto de sua oficina, o que, ele acreditava, arruinaria seu negócio. Por meses, planejou seu ataque, modificando o buldôzer com camadas de concreto e aço para a blindagem.

Equipou-o também com câmeras, monitores e televisores para que pudesse ver de dentro do trator, que não tinha janelas, só frestas para atirar — uma parte realmente bem-pensada do plano.

Com isso, o Killdozer não podia ser parado. Tiros, outros tratores e até mesmo granadas conseguiram impedir a máquina. Não havia ponto fraco. Como pode ser visto abaixo, na reportagem original da CBS.

Em duas horas e meia, Heemeyer destruiu 13 prédios, causando um estrago de 7 milhões de dólares. A confusão acabou quando seu trator apresentou uma falha mecânica e terminou encalhado num armazém. A polícia notou que o Killdozer estava não tinha portas.

A cobertura de concreto e aço havia sido posta sobre ele, provavelmente com um guindaste. O furioso empresário estava numa missão suicida, sem a intenção de sair. Na manhã de sábado, quando a capa foi finalmente aberta, foi encontrado morto. Havia dado um tiro dna própria cabeça. 

Apesar da grande destruição e as 15 balas disparadas por Heemeyer através das portinholas, ele fora a única vítima. Isso com, segundo a polícia, 11 dos 13 edifícios atacados estarem ocupados momentos antes da destruição. Na biblioteca da cidade havia um programa para crianças, que estava em andamento quando o incidente começou.

Além da arma com que se matara, a polícia encontrou três fuzis, um deles do tipo antimaterial, para destruir veículos e construções. Tudo permitido pelas leis do Colorado.

Heemeyr tornou-se-e uma espécie de herói-bandido, ao estilo de Robin Hood, Ned Kelly, Lampião. Muitos locais defenderam o soldador e passaram a chamá-lo de herói, o indivíduo lutando contra o Estado e a burocracia.

O escritor do livro Killdozer: The True Story of the Colorado Bulldozer Rampage, Patrick Brower, discorda dessa nomeação. Para ele, Heemeyer era um terrorista. Ele foi um dos alvos da máquina assassina.