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Do passaporte depois de morto à múmia intrigante: 5 fatos sobre Ramsés II, O Grande

Conhecido por ter transformado o Egito em uma potência militar, o faraó construiu enormes monumentos e até mesmo uma capital

Isabela Barreiros Publicado em 25/06/2020, às 07h00

A múmia de Ramsés II
A múmia de Ramsés II - Domínio Público

1. Reinado

Ramsés II em carruagem de guerra / Crédito: Roderick Dailey/Wikimedia Commons

 

Ramsés II é conhecido como O Grande, especialmente pelo fato de que seu governo e vida foram marcados por grandes feitos. No poder entre os anos de 1.279 a.C. e 1.213 a.C., o faraó foi o terceiro da 19ª Dinastia do Egito Antigo e fez com que a região se tornasse uma potência militar. Durante seu reinado, o Egito chegou no seu apogeu econômico e cultura.

A conquista de Biblos, em 1285 a.C., é um marco na história. Depois disso, sob o comando do rei, o país conquistou territórios dos hititas ao norte, dos assírios a leste e dos núbios ao sul, até atingir seu tamanho máximo, trazendo escravos, novas matérias-primas e tecnologia. Foi em seu governo que houve uma valorização do Exército, com a construção de fortalezas e profissionalização dos soldados.


2. Capital do Egito

O faraó, além de transformar o poderio militar do Egito, ainda deu à região uma nova capital. Muito ambicioso, Ramsés II construiu a cidade do zero, batizando-a de Pi-Ramsés, toda decorada em azul-turquesa. Segundo a historiadora francesa Bernardette Menu, “um guerreiro deveria ficar próximo de seus exércitos, por isso Ramsés II mandou construir sua capital perto do delta do Nilo, quase na fronteira com a Palestina”.

As outras capitais mantiveram sua importância, porém em outras áreas. A especialista aponta que o novo local abrigava “toda a corte egípcia e a nata de seus comandantes e generais” —  lá, havia um enorme complexo militar industrial. Outras cidades oficiais relevantes, como Mênfis, Heliópolis e Tebas, passaram a ser apenas centros políticos e religioso.


3. Múmia

Crédito: Speedster/Wikimedia Commons

 

Quando Ramsés II faleceu em 1214 a.C, ele foi enterrado em um túmulo no Vale dos Reis, conhecido como KV7. A tumba é muito maior que a de seu pai, o faraó Seti I, mas ela era mais simples. No entanto, não foi nela que o corpo do rei foi encontrado. Na verdade, a ação de pessoas durante a 21ª Dinastia do Egito Antigo permitiu que a múmia sobrevivesse até os dias de hoje.

O governante foi descoberto na enorme tumba Deir el Bahri, localizada na necrópole de Tebas. Lá, estavam ainda os restos mortais de faraós importantes como Amósis I, Tutmés I, Tutmés II, Seti I, Ramsés I, Ramsés IX e Amenófis I, por exemplo, totalizando ao menos 50 corpos mumificados no túmulo DB320.


4. Passaporte

Desde 1885, a múmia de Ramsés II está exposta no Museu Egípcio do Cairo. No entanto, em 1974, os funcionários da instituição perceberam que o corpo do faraó estava começando a se deteriorar rapidamente devido a um fungo presente no corpo. Para não perder mais nada do item histórico, o governo egípcio decidiu que o enviaria para a França, para receber os cuidados necessários de especialistas.

Mas a saída do país não foi tão simples assim. Naquela época, o Egito exigia que todas as pessoas, vivas ou mortas, tivessem um passaporte para que pudessem sair e retornar ao país. A solução insólita para essa questão foi, então, fazer um documento para o faraó, que continha sua data de nascimento, uma fotografia e sua ocupação, em que constava “Rei (morto)”.


5. Descobertas recentes

Artefatos encontrados no templo de Ramsés II / Crédito: Ministério de Antiguidades do Egito

 

Muitas escavações que estão sendo realizadas recentemente revelaram muitas descobertas do tempo em que Ramsés II governava o Egito Antigo. Uma missão arqueológica realizada pela Universidade de Nova York (NYU) no templo de Ramsés II em Abydos, no Egito, revelou importantes artefatos dentro do depósito do mausoléu, por exemplo.

O mesmo projeto também revelou depósitos com cabeças e ossos de touros sacrificiais datados do período ptolemaico no sudoeste do templo. Outras escavações realizadas no Egito descobriram, ainda, um palácio localizado na mesma cidade. No distrito de El-Matareya, arqueólogos foram surpreendidos com a descoberta de um antigo salão de festas que pertenceu ao reinado do faraó.



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