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Poder e adultério: A insana vida sexual do líder romano Júlio César

O militar, além de instaurar um governo autoritário, conquistou diversos homens e mulheres ao longo da vida

Alana Sousa Publicado em 24/03/2020, às 18h00

Estátua do líder romano, Júlio César
Estátua do líder romano, Júlio César - Getty Images

Júlio César é um dos maiores nomes da Roma Antiga. O líder transformou a República em um governo ditatorial e autoritário — apesar de defender causas populares. Foi assassinado em uma trama planejada por seus aliados, que o golpearam até a morte. E, até o final da vida, nunca deixou de almejar o sucesso político e militar.

Para Adrian Goldswothy, autor de Em Nome de Roma, César pode certamente “figurar numa lista dos comandantes mais capazes da história”.  Entretanto, o militar nunca se deu como satisfeito com suas conquistas em território romano. Ao comparar seu desempenho com outros líderes que vieram antes dele, o ditador teria declarado: “Não vos parece ser digno de tristeza que, na minha idade, Alexandre já era rei de tantos povos, enquanto eu ainda não consegui nenhum sucesso tão brilhante?”.

O imperador também é conhecido por seus inúmeros — e complicados — casos amorosos. Entre três casamentos, Júlio ainda encontrou tempo para diversos relacionamentos extraconjugais, destaca-se aqui Cleópatra, com quem teve um filho e o abandonou: Cesarião, o último faraó da Dinastia Ptolomaica. Não só com mulheres o romano mantinha relações, César viveu amores intensos também com homens.

Estátua de Júlio César / Crédito: Getty Images

 

O autor romano Suetônio escreveu no século 2 em seu livro As Vidas dos Doze Césares, sobre os hábitos dos governantes do fim da república e do começo do Império Romano. Dos 12, só um deles, Cláudio, nunca teve relações homossexuais.

A prática era comum na época, a obra In Bed with the Romans (Na Cama com os Romanos, em tradução livre), lançada em 2013, explica que a homossexualidade masculina era bem aceita. Tanto que não era uma questão a ser debatida, e os laços amorosos de imperadores com outros homens eram conhecidos por todos.

A vida sexual de Júlio César

Aos 19 anos, o militar romano se envolveu com o rei Nicomedes da Bitínia, rumores apontavam que César era o submisso da relação. Era costume o homem mais novo ser penetrado, ainda que isso pudesse ser considerado uma vergonha, pois homens poderosos deveriam apenas penetrar. Acredita-se que ele tenha vivido na corte de Nicomedes travestido de mulher, e alguns chegaram a se dirigir a ele como “rainha da Bitínia”.

Seus casamentos foram, no mínimo, conturbados. Primeiro, casou-se com Cornelia ainda muito jovem, e devido às relações complicadas coma família da moça e a recusa do divórcio, Júlio César precisou fugir de Roma. Passou um tempo na Sicília, até que a situação foi esquecida, com a morte da mulher.

Júlio César e Cleópatra / Crédito: Getty Images

 

Seu segundo casamento foi com Pompéia, mas ao descobrir que ela era desejada por outro homem, que tentou em diversas ocasiões conquistá-la, o governante optou pelo caminho mais simples: o divórcio.

Sua fama com as mulheres — e os homens — era tamanha que ganhou o apelido de “careca adúltero”. Ele conquistou também esposas e filhas de seus aliados políticos. Era senso comum que mantivessem as mulheres longe do ditador. O amigo e orador político romano, Caio Escribônio Curião, se referiu ao líder como “homem para todas as mulheres e mulher para todos os homens”.

Seu terceiro e último matrimônio foi selado com Calpurnia. O casal permaneceu junto por quase dez anos, até a morte do governante. Mesmo que duradouro, fidelidade não fazia parte da relação. O sexo era usado como forma de conquista de poder e manobra política em Roma, casamentos e relações extraconjugais eram mantidas com o único propósito de ampliar o território e o império.

Ainda que esse não fora o principal fator para a vida agitada de Júlio César, que parece ter sido impulsionado mais por seus desejos e paixões do que pela ambição.


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