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O cientista profeta: Svante Arrhenius previu o aquecimento global ainda no século 19

Mudanças climáticas e aumento da temperatura terrestre são alertadas desde 1896

Victória Gearini Publicado em 27/02/2020, às 19h55

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Imagem ilustrativa - Getty Images

Na atualidade, as consequências do efeito estufa são iminentes, entre elas está a principal causa do aquecimento global. Embora seja um assunto relativamente novo, os estudos sobre este fenômeno são antigos e remetem ao século 19. 

Svante Arrhenius (1859-1927) foi um grande químico sueco e o primeiro cientista a reconhecer o efeito estufa como a causa do aquecimento global, em 1896. Durante seus estudos na Alemanha, o especialista foi questionado sobre sua credibilidade científica. “Lá vem o gênio estrangeiro. Gostaria de saber se todos os suecos se parecem com cervejeiros aposentados”, disse um colega alemão.  

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Svante Arrhenius (1859-1927) / Crédito: Wikimedia Commons

De acordo com a jornalista Surenda Verma, autora da coleção de livros Ideias Geniais, Arrhenius não se intimidou com os comentários pejorativos e passou a desenvolver sua tese sobre o efeito estufa. Segundo a pesquisadora, o cientista afirmou que, naquela época, a temperatura do planeta estava aumentando gradativamente.

“Arrhenius (veja p. 99) sugeriu que a queima de combustíveis fósseis aumentaria o  dióxido de carbono na atmosfera, o que traria mudanças significativas para o nosso clima — mas a advertência de Arrhenius foi ignorada pelos cientistas da época”, trecho retirado da obra Ideias Geniais. 

Surenda Verma explica, ainda, que os gases naturais representam menos de 1% da atmosfera e são importantes para manter o equilíbrio da temperatura terrestre. No entanto, alguns gases produzidos pelos os seres humanos, como os clorofluorcarbonos, são um risco para o planeta, uma vez que absorvem o calor solar irradiado na superfície da Terra.  

“A temperatura global aumentou 0,6ºC desde sua advertência e, agora, está aumentando cerca de 0,2ºC a cada década. A quantidade de dióxido de carbono na atmosfera aumentou 34% desde 1975, e as emissões de dióxido de carbono continuam a crescer. Cerca de três quartos das emissões de dióxido de carbono provêm da queima de combustíveis fósseis”, conclui a autora.


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