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Elizabeth Angela Marguerite: dos horrores da Primeira Guerra a amada Rainha-mãe britânica

Há 18 anos, falecia a integrante da família real mais querida pelos súditos no Reino Unido enquanto dormia, aos 101 anos

Paola Churchill Publicado em 30/03/2020, às 14h31

Retrato da Rainha-Mãe
Retrato da Rainha-Mãe - Wikimedia Commons

Nem sempre a vida de Elizabeth Ângela Marguerite Bowes-Lyon, a querida Rainha-Mãe britânica foi fácil. Nascida em 4 de agosto de 1900, a mãe de Elizabeth II e da princesa Margaret, Condessa de Snowdon, sofreu com os horrores da Primeira Guerra Mundial. 

A jovem perdeu seu irmão mais velho em batalha, e seu lar na Escócia acabou virando um hospital militar para tratar os feridos durante a guerra. Aos 14 anos, a jovem realeza já ajudava as enfermeiras a cuidar dos soldados, escrevia cartas para os parentes dos atingidos e brincava com eles para passar o tempo. Todos no local amavam a garota.

Casamento real

Em 1921, o príncipe Albert, que depois ficaria conhecido como rei George VI, a pediu pela primeira vez em casamento. A jovem o recusou por medo de "nunca mais ter a liberdade de pensar e agir como sentia que deveria". O príncipe disse que não se casaria com ninguém que não fosse a mulher que roubou seu coração. E estava certo: após muita insistência, ela se casou com Bertie, e tornou-se a duquesa de Iorque. 

Elizabeth sempre foi muito popular entre seus súditos. Para os mais jovens era conhecida como mãe de Elizabeth II e avó do príncipe Charles. Mas, para os que enfrentaram as bombas alemãs explodindo por Londres, se lembram da mulher que permaneceu com o seu povo no momento de maior fragilidade. 

Rainha Elizabeth I e seu marido, o Rei Jorge VI em visita ao Canadá/ Crédito: Wikimedia Commons 

 

Apesar de ser casada com o próximo da linha ao assumir o trono, a majestade nunca imaginou que um dia seria rainha. Em 1936, um grande escândalo abalou a realeza, o até então rei Edward VIII se apaixonou por Wallis Simpson, uma socialite divorciada norte-americana. o que poderia ser comum hoje em dia, era proibido na época. Edward escolheu ficar com a amada e abdicou do seu papel como rei. 

O próximo na linha de sucessão, era Albert. Mas o príncipe não se sentia capacitado a governar um país, principalmente em pela guerra. Mas ele teve o total apoio de sua esposa, que o dava força e amparo para enfrentar esse desafio. E no dia 12 de maio de 1937, o casal foi coroado, e Bertie agora ficaria conhecido como Rei Jorge VI. 

Segunda Guerra Mundial

O rei e a rainha viraram símbolos nacionais da resistência durante a Segunda Guerra Mundial. Os dois se recusaram a deixar Londres e fugir para o Canadá com suas filhas, mesmo durante os bombardeiros das tropas inimigas no país. "As crianças não vão sem mim. Eu não vou partir sem o rei. E o rei nunca partirá". 

Imagens do velório de Elizabeth I/ Crédito: Wikimedia Commons 

 

A soberana visitou tropas, hospitais, fábricas e partes do Reino Unido que eram alvo da Luftwaffe. Os encontros, em um primeiro momento, eram vistos de maneira hostil, as pessoas vaiavam e era jogado lixo em sua direção. A hostilidade era devido as roupas caras que a rainha usava durante suas visitas, pois enquanto o povo sofria, ela sempre aparecia elegante.  

Elizabeth reverteu a situação ao explicar que se as pessoas a visitassem, eles iriam com seus melhores modelos, então ela tinha que fazer o mesmo. A partir daí, ficou conhecida como o "arco-íris de esperança" do povo. 

Nunca deixava de perder a esperança e o bom humor. Quando o palácio de Buckingham foi atingido durante um bombardeio, a rainha disse “Estou feliz que fomos bombardeados. Me faz sentir que agora posso olhar o East End na cara”. 

Mesmo com o fim da guerra, a integrante da família real era adorada pelos britânicos. Ela e o marido, governaram até 1952, quando Jorge morreu dormindo.

A Rainha-Mãe

 Apesar de estar devastada, então viúva de Jorge VI, com seus 51 anos ganhou o título de Rainha-mãe e mantinha suas atividades reais como um dos membros mais populares da realeza.

Selo com o rosto de Jorge VI e Elizabeth I durante a Segunda Guerra Mundial/Créditos: Wikimedia Commons 

 

Isabel era conhecida por sua longevidade, mesmo no final da sua vida era muito ativa e mantinha os compromissos da agenda real. Em dezembro de 2001, com seus 101 anos fraturou a pélvis, mas mesmo assim insistiu em ficar de pé durante o hino nacional em memória do seu marido.

A monarca morreu em 30 de março de 2002, enquanto dormia no Chalé Real, em Windsor, ao lado de sua filha Elizabeth. A morte foi em decorrência de um resfriado que durava mais de quatro meses.

A majestade plantava camélias por todos seus jardins, e um arranjo especial foi feito em sua homenagem no Salão de Westminster. Mais de 200 mil pessoas foram até seu velório prestar as últimas homenagens. 


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