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Matadores por Cristo: Os cavaleiros templários

Até caírem em desgraça, eles comandavam. Conheça os equipamentos e técnicas dos monges guerreiros medievais

Fabio Marton Publicado em 30/11/2019, às 12h18

Cena da série Knightfall, que representa a ordem dos templários
Cena da série Knightfall, que representa a ordem dos templários - Divulgação

A mais famosa ordem dos cavaleiros medievais começou em 1119, quando Hugues de Payens pediu permissão ao rei Balduíno II de Jerusalém para criar uma organização para defender os peregrinos que chegavam à Terra Santa.

Fazia então 20 anos desde que Jerusalém havia sido capturada pelos cristãos. O cavaleiro conseguiu o que queria, e a sede da organização seria na mesquita de Al-Aqsa, sobre as ruínas do Templo de Salomão. Daí o nome.

Oficialmente Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, o grupo começaria com apenas nove membros e cresceria rapidamente, com doações daqueles que ingressavam. Contribuiriam com importantes vitórias dos cristãos contra os vizinhos muçulmanos, como o Cerco de Ascalão (1153) e a Batalha de Montgisard (1177). Um cavaleiro templário era oficialmente um monge, com votos de pobreza, piedade, castidade e obediência.

A diferença é que, como um guerreiro ativo, tinha de manter uma rotina de exercícios e não podia se dar ao luxo de jejuns prolongados. Homens casados tinham permissão de se juntar a eles, mas não podiam usar as vestes brancas.

Guerreiros equipados

A lança, não a espada, era a arma principal de um cavaleiro. Podendo medir até 6 metros, era com ela que eles atacavam de cima dos cavalos, usando a força do animal para causar um efeito desastroso na infantaria inimiga. Os atingidos eram jogados para as linhas de trás, destruindo a formação e causando o caos.

Em 1290, durante o Cerco de Acre, os equipamentos então haviam evoluído por quase 200 anos. Na época da fundação, não havia o grande elmo e o equipamento era provido pelo próprio cavaleiro.

A importante ordem medieval / Crédito: Wikimedia Commons

 

As lanças podiam ser a base do ataque de cavalaria, mas tinham um inconveniente: eram descartáveis, geralmente se partindo na primeira carga. A chamada espada de armas, de um gume e usada com uma só mão, servia então para ataques secundários, após a carga de lança, e também para combate desmontado, em cercos ou em caso de desespero, se o cavaleiro perdesse seu animal. O escudo era usado em conjunto. Lutando em nome de Deus, esses guerreiros eram imbatíveis.

Mas, junto com o resto da cristandade, sua sorte viraria na Batalha de Hattin, em 1187, que terminaria com a reconquista muçulmana de Jerusalém.

Seriam os templários a defender o último bastião da cristandade na Terra Santa, a fortaleza de Acre, perdida em 1291, encerrando os dois séculos de presença cristã na região. Em 1312, cairiam numa armadilha do rei Filipe IV da França, que devia a eles uma enorme soma em dinheiro.

Seus líderes foram acusados de heresia, em um processo escandaloso, e queimados vivos. Mais do que as glórias em combate, seria o fim trágico e infame que os eternizaria na memória coletiva.


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