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Quem foram os Libertadores da América?

61ª edição do torneio mais importante do continente começa oficialmente para os clubes brasileiros hoje. Mas, afinal, por que a competição leva esse nome?

Fabio Previdelli Publicado em 03/03/2020, às 12h00

Simón Bolívar
Simón Bolívar - Montagem Getty Images

Hoje à noite, simultaneamente, Internacional (RS) e Santos (SP) começam pra valer a caminhada brasileira na 61ª edição da Copa Libertadores da América. O torneio mais importante de América Latina — e um dos mais tradicionais do mundo — foi batizado em homenagem ao conjunto de líderes que foram os responsáveis nos processos de independência de seus países, principalmente aqueles que se uniram e lutaram contra o Império Espanhol nos séculos 18 e 19.

Mas, afinal, quem são os Libertadores da América? O principal integrante dessa lista é o venezuelano Simón Bolívar que, inclusive, recebeu o apelido de El Libertador. Bolívar foi o grande responsável pela independência de diversos países como: a própria Venezuela, a Colômbia, o Equador, o Panamá, o Peru e a Bolívia — a importância do líder nesse último país é tão grande que há um clube batizado em sua homenagem, o Bolívar.

Outro grande nome desse grupo é o de José de San Martin. O general argentino foi o primeiro líder da parte sul do continente a obter êxito na separação com a Espanha. Além de sua nação, ele também foi importante no processo de independência do Chile e do Peru.

Bolívar e San Martin uniram forças contra os espanhóis após a Conferência de Guayaquil. Juntos, eles tinham o objetivo de fazer da América do Sul uma nação livre e única. Além da expulsão dos espanhóis, a dupla também incentivou a eclosão de movimentos pelo continente.

Nessa lista, há também aqueles líderes que são considerados menos guerreiros, como Dom Pedro I, que proclamou a independência brasileira muito mais em virtude de um projeto político e diplomático do que de um caráter libertador propriamente dito.

Para fechar o grupo, também podemos citar: José Gervasio Artigas, do Uruguai; Bernardo O’Higgins, do Chile; José Miguel Carrera, do Chile; Manuel Belgrano, da Argentina; Antonio José de Sucre, da Venezuela; e, José Joaquín de Olmedo, do Equador.