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São Roque González: O protetor dos índios

Conheça a vida do jesuíta que ensinou o Evangelho ao índios e os protegeu dos colonizadores

Vitor Lima Publicado em 15/11/2018, às 09h00

O santo
Wikimedia Commons

Roque González de Santa Cruz era o caçula dos dez filhos dos aristocratas espanhóis Bartolomeu e Maria. Aos 14 anos, empolgou-se ao ler biografias de vários santos e, para imitar alguns deles, fugiu de casa para viver como monge. Os pais o trouxeram de volta, mas a vocação de Roque já estava traçada.

Em 1609, ele era padre e pregava com índios pelo Paraguai quando foi nomeado vigário-geral. O religioso, porém, não aceitou o cargo. Ele queria catequizar índios e ingressou para a Companhia de Jesus. Como jesuíta, visitou índios pela fronteira do Paraguai, Argentina e Brasil e criou um modelo de atuação: trabalhar lado a lado com a comunidade.

Ele fundou a primeira redução no Brasil, em 26 de abril de 1626, e batizou-a de São Nicolau. Eram cidades na selva, nas quais os nativos viviam segundos ideais cristãos. O conjunto de povoados tornou-se os Sete Povos das Missões.

Apesar de integrar e proteger a população local contra os portugueses e espanhóis, o jesuíta foi assassinado com um golpe de tacape no crânio, por índios enciumados com a influência católica. O coração de Roque permaneceu intacto até o dia seguinte à sua morte e virou relíquia.

Assim como Roque, dois outros padres jesuítas viraram mártires nas missões: São Afonso Rodríguez e São João del Castillo. Os três foram canonizados em 1988.

A devoção a São Roque González pelos brasileiros se concentra no sul do país, onde existe a cidade que leva seu nome.


O padroeiro das missões

1. O missionário veste a batina de padre jesuíta e a estola característica da Companhia de Jesus.

2. Em algumas imagens, também carrega um coração trespassado por uma flecha, referência a seu coração, que teria falado a seus algozes.

3. Na mão direita, o santo segura um quadro de Nossa Senhora Conquistadora, de quem era grande devoto.