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A terrível saga das crianças bombas

Jovens recrutados pelo Talibã acreditam que não morrerão em ataques, pois segundo o grupo extremista serão protegidos por amuletos sagrados

Victória Gearini Publicado em 08/01/2020, às 21h00

Integrantes do Talibã
Integrantes do Talibã - Getty Images

O Talibã é um movimento fundamentalista islâmico que se difundiu principalmente no Afeganistão e conquistou o controle do país entre 1996 e 2001 — embora seu governo só seja reconhecido nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Paquistão. O grupo é conhecido por recrutar homens-bombas, tal motivo que o levou a ser reconhecido como uma organização terrorista, pela Rússia, União Europeia, Estados Unidos, entre outros países.

Embora o Talibã afirme que desconhece a participação de crianças em ataques, relatórios internacionais afirmam que o grupo extremista recruta jovens para serem homens-bombas. Segundo autoridades, as crianças são escolhidas em madrassas, isto é, escolas islâmicas.

Crédito: Getty Images

 

Famílias pobres do Afeganistão e Paquistão enviam seus filhos para as madrassas, onde recebem moradia e educação de graça, pois o governo não dá as devidas assistências básicas às populações carentes. Além disso, há casos de crianças que já foram recrutadas nas ruas dos bairros mais pobres desses países. Segundo autoridades afegãs, crianças e adolescentes são mais difíceis de despertarem suspeitas, por isso são muito usadas em ataques com explosivos e vigilância.

Crédito: Getty Images

 

O número de menores de idade envolvidos com o Talibã vem crescendo consideravelmente e muitas são usadas como homens-bomba, como aponta uma investigação feita pela BBC. Os recrutadores prometem melhores condições de vida às crianças, como uma alternativa para sair da zona de pobreza.

Para convencer os membros mais novos a servirem como homens-bombas, os líderes do Talibã entregam amuletos que contém versos do Alcorão e os convencem que o objeto irá mantê-los vivos durante o ataque. Com falsas promessas, mais de 250 crianças foram apreendidas pelo governo afegão somente em 2014.


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