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De Jango a JK: Misteriosas mortes de políticos brasileiros que viraram teoria da conspiração

Essas figuras públicas morreram devido infelizes circunstâncias ou foram vítimas de atentados políticos? As dúvidas sobre os casos permanecem até os dias atuais

Isabela Barreiros Publicado em 21/04/2020, às 08h00

João Goulart e Juscelino Kubitschek no Rio de Janeiro, em 1965
João Goulart e Juscelino Kubitschek no Rio de Janeiro, em 1965 - Getty Images

João Goulart

Exilado no interior da Argentina, especificamente na cidade de Mercedes, Goulart faleceu devido a um infarto. Pelo menos é o que diz a versão oficial de sua morte. Com o golpe militar em 1964, o então presidente Jango foi deposto e o país seguiu um período de censura, tortura e autoritarismo.

Em 6 de dezembro de 1976, 12 anos depois, João morreu. Mas até os dias atuais, questiona-se muito sobre o que realmente teria causado sua morte. A família do político ainda suspeita que ele tenha sido envenenado por agentes da Operação Condor, uma aliança entre militares de países da América do Sul como Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, em parceria com a CIA dos Estados Unidos.

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Crédito: Getty Images

A Comissão Nacional da Verdade realizou a exumação do corpo de Jango em 2013 para examinar o corpo e investigar as causas de seu óbito. Segundo reportagem da BBC Brasil, de 2014, as análises ainda não trouxeram conclusões sobre o caso. "Do ponto de vista científico, as duas opções se mantêm. É importante a continuidade de investigação por outros meios", explicou o perito Jorge Perez, que participou da investigação.

As hipóteses, portanto, ainda estão em aberto. Acredita-se que, por conta do tempo — faz quase quatro décadas que Jango foi enterrado — as substâncias possam ter desaparecido. Mas as investigações continuam, a fim de firmar o que realmente aconteceu com o ex-presidente pré-ditadura.

 

Juscelino Kubitschek

JK é outro político que tem sua morte muito questionada. Lutando pela redemocratização do Brasil durante o período da ditadura militar, ele estava articulando uma Frente Ampla pela democracia juntamente com João Goulart e Carlos Lacerda. Mais tarde, porém, os três morreriam de forma, no mínimo, discutível.

Assim como o caso de Jango, algumas pessoas passaram a suspeitar que Kubitschek foi vítima de uma conspiração da Operação Condor. Segundo a versão oficial, JK morreu em um acidente na rodovia Presidente Dutra, após o carro, em que ele estava no banco traseiro, colidir com um caminhão. Isso aconteceu no dia 22 de agosto de 1976.

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No entanto, a Comissão Municipal da Verdade, de São Paulo abriu uma nova delegação a fim de investigar novamente o ocorrido. De acordo com os vereadores da capital, o motorista do ex-presidente teria sido assassinado por um tiro, perdendo o controle do carro e, assim, batendo com a carreta.

Tancredo Neves

Tancredo Neves foi o primeiro presidente civil depois da ditadura militar. Mas sua morte, após uma urgente internação e pouco antes de sua posse, causou dúvidas na população brasileira, que celebrava o fim do regime autoritário e contava com sua primeira eleição, mesmo que indireta, em 20 anos.

Neves passou 38 dias internado após dores causadas por uma diverticulite intestinal, passando por sete cirurgias antes de falecer no dia 21 de abril de 1985. Existem algumas teorias que tentam entender a morte repentina do presidente eleito.

Uma delas diz que os militares teriam causado a morte do político por não concordarem com sua eleição. Em 1996, o general que participou da ditadura, Newton Cruz, disse durante o programa Roda Viva que Paulo Maluf foi até ele propondo um golpe caso Neves fosse eleito. Um outro rumor foi que ele havia sofrido um atentado em uma missa na Catedral de Brasília, em que algumas pessoas presentes alegaram ter ouvido um tiro.

Crédito: Getty Images

 

O clichê do envenenamento também cerca a misteriosa morte do mineiro. Um empregado do político, João Rosa, morreu um dia depois dele, sofrendo com dores muito parecidas. Acredita-se que o mordomo tenha estado no lugar errado na hora errada e sofrido com o atentado planejado, também, pelos militares brasileiros.


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