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Entre açoitamentos e torturas: Conheça Tomás de Torquemada, o fanático da Inquisição

Para proteger a fé, o frade dominicano Tomás de Torquemada recomendava parafusos nos polegares dos heréticos

Simone Bitar Publicado em 13/09/2019, às 08h00

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Na Espanha do fim do século 15, a fama do inquisidor Tomás de Torquemada chegava aos quatro cantos da Espanha. Tomás – que era frade dominicano – queria livrar o reino de heresias religiosas. Desde que fora nomeado inquisidor-geral pelo papa Inocêncio VIII, perseguiu judeus, agiotas, bígamos, homossexuais e bruxas.

Os suspeitos eram enviados, sem qualquer explicação, aos calabouços da Inquisição para interrogatório. Ali, durante os açoitamentos e torturas, o sinistro religioso rezava baixinho enquanto os carrascos aplicavam parafusos nos polegares, arrancavam unhas e dilaceravam a pele dos presos com pinças em brasa.

Suspeitas de bruxaria eram despidas, para que os carrascos procurassem pelo corpo tatuagens de pentagramas invertidos, considerados marcas do diabo (stigmata diaboli). Deu para assustar? Isso era só o começo.

Crédito: Wikimedia Commons

 

Depois de arrancadas as confissões, os hereges eram enviados a julgamento, quase sempre em praça pública, eventos chamados autos da fé. Mais de 10 mil acusados de feitiçaria e heresia foram condenados à fogueira, que era acendida ali mesmo.

Chegou uma hora, contudo, em que o próprio Vaticano – assustado com a sanha assassina do frade – pediu que Torquemada moderasse. Tomás ignorou a ordem, e acabou destituído do cargo em 1494. Magoado, retirou-se para um convento, morrendo em 1498 enquanto dormia. Sua morte foi indolor.