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Morto em campo de concentração: o trágico fim de Yakov Dzhugashvili, filho de Stalin

Durante a Operação Barbarossa, o primogênito do ditador soviético foi sequestrado e mantido como prisioneiro político. Entretanto, sua biografia é repleta de controvérsias

Isabela Barreiros Publicado em 05/06/2020, às 11h00

Yakov Dzhugashvili, o filho de Josef Stalin
Yakov Dzhugashvili, o filho de Josef Stalin - Getty Images

Yakov Dzhugashvili foi o primeiro filho do revolucionário soviético Josef Stalin. Ele foi o único fruto do casamento entre Stalin e sua primeira esposa, Kato Svanidze, mas o comunista ainda teve mais dois filhos após a morte da mulher, nove meses depois do parto de Dzhugashvili.

O jovem revolucionário, então, deixou o bebê para ser criado pela família da falecida esposa. Eles se encontrariam novamente quando o tirano se tornou uma importante figura na Revolução Russa de 1917.

Dzhugashvili cursava engenharia em uma faculdade em Moscou, mas, por orientação de seu pai, acabou exercendo o cargo de oficial de artilharia do exército russo, o que fazia sentido pelo fato dele ser filho do estrategista bolchevique.

Crédito: Wikimedia Commons

 

Em 22 de junho de 1941, teve início a Operação Barbarossa, uma gigantesca ação militar, envolvendo mais de 3 milhões de homens, 3.580 veículos blindados, 7 mil peças de artilharia e milhares de aviões. A Alemanha Nazista acabava de romper o Pacto Molotov-Ribbentrop, um tratado de não agressão entre os dois países, e avançava para invadir a União Soviética.

Dzhugashvili foi enviado para combater na linha de frente, juntamente com seu irmão, filho adotivo de Stalin, Artyom Sergeyev . Os dois serviam como tenentes em uma bateria do 14º Regimento de Obus da 14ª Divisão de Tanques perto de Vitebsk. Mas a partir daí, existem algumas hipóteses de como teria sido sua reação à captura pelas tropas nazistas.

Sergeyev afirmou o seguinte: "os alemães cercaram a bateria de Yakov. A ordem foi dada para recuar. Mas Yakov não obedeceu à ordem. Tentei convencê-lo [...], mas Yakov respondeu: 'Eu sou o filho de Stalin e eu não permito que a bateria recue’".

Alguns historiadores alegam que ele tenha realmente se rendido de bom grado aos nazistas. Depois disso, foi levado como prisioneiro político para a Alemanha, fato que foi anunciado por eles de maneira aclamada no dia 19 de julho daquele ano. Como esperado, Stalin reagiu negativamente à informação.

Os alemães ainda usaram a “conquista” como propaganda política contra a União Soviética. Uma delas, de 1941 dizia: "Não derrame seu sangue por Stalin! Ele já fugiu para Samara! Seu próprio filho se rendeu! Se o filho de Stalin se salvou, então você também não é obrigado a se sacrificar!".

A propaganda nazista de 1941 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Depois de usá-lo como artefato político, Dzhugashvili foi enviado a um campo de concentração em Sachsenhause. Em 14 de abril de 1943, o primogênito de Stalin morreu. Não se sabe ao certo a causa do óbito: fontes alegam que ele morreu ao tentar fugir pela cerca elétrica do local e outro sugere que ele tenha sido baleado pelos alemães.


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