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Curiosidades / Brasil

Ícone da Av. Paulista: 5 curiosidades sobre a icônica Mansão Matarazzo

Com seu terreno atualmente ocupado por um shopping, o local abrigou o primeiro carro emplacado de São Paulo

Wallacy Ferrari Publicado em 06/06/2022, às 11h49

Fotografia da mansão Matarazzo colorizada digitalmente - Divulgação / SP City
Fotografia da mansão Matarazzo colorizada digitalmente - Divulgação / SP City

Conhecido como um dos maiores símbolos da antiga Avenida Paulista, quando ainda composta por palacetes e longe dos edifícios comerciais, a mansão Matarazzo ocupou o número 1230 do endereço durante um século completo, chamando atenção pelo tamanho e, principalmente, pela origem em uma das famílias mais ricas do país.

Contudo, viu sua autonomia, ao longo do século 20, se decair gradativamente junto com o domínio comercial das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo; bem longe da riqueza que esbanjava em 1896, quando começou a ser construída, teve seu fim no centenário, em 1996, já com a atuação do grupo familiar quase nula. Sabendo disso, o Aventuras na História separou alguns fatos sobre este memorável palacete.

Confira 5 curiosidades da Mansão Matarazzo:

1. Tamanho impressionante

O terreno original da mansão compreendia 12 mil metros reservados para um grande jardim que rodeava o palacete com 4,4 mil metros quadrados. Em reforma nos anos 1940, a residência se expandiu pelos lados, se tornando uma casa ainda maior, que beirava a avenida. Dentro, havia 19 dormitórios, 17 salas, refeitorios para funcionários, três adegas e uma biblioteca.

Fotografia da mansão Matarazzo em registro original / Crédito: Divulgação / SP City


2. Biblioteca notável

Engana-se quem acredita que a biblioteca era pequena ou com poucas obras, apenas unindo o acervo da família; devido a origem italiana deFrancesco Matarazzo, as estantes se dividiam em livros italianos e em português. Além disso, também contava com pinturas de artistas renomados mundialmente, como Rubens e Canaletto.


3. Carro notável

O local foi um dos primeiros que recebeu a visita do carro de Francesco, visto que o dono era proprietário do veículo Packard com a placa número 1 da frota municipal, ou seja, o primeiro a ser emplacado na cidade, como informou o portal Na Garagem, do UOL.

Fotografia panorâmica da antiga Mansão Matarazzo / Crédito: Acervo Matarazzo / Everton Calício

A vantagem era sair justamente no centro da principal avenida, conseguindo rápido acesso ao Edifício Matarazzo, que era a sede administrativa da empresa familiar e que hoje abriga a Prefeitura de São Paulo.


4. Abandonado aos poucos

A queda nos negócios da família fez com que bens fossem deixados de lado ao longo de décadas. A mansão foi um dos últimos a serem deixados, com a condessa Mariângela, viúva do conde Chiquinho Matarazzo, sendo a última a se instalar no local junto da filha Maria Pia, até 1989, quando se mudaram para um apartamento. No mesmo ano, a prefeitura de São Paulo visava tombar o local, planejando construir o Museu do Trabalhador por lá.


5. Disputa acalorada

O tombamento ocorreu em contragosto da família, que iniciou uma batalha judicial contra a administração municipal. Em meio a disputa, uma tentativa da família de explodir a mansão durante a madrugada visava destruir o palacete, mas não obteve êxito. A resolução só ocorreu em 1994, a favor dos Matarazzo. Dois anos depois, a construção foi demolida e o terreno vendido para um grupo comercial.