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Cientistas podem ter identificado uma das mais antigas igrejas do mundo

Com o auxilio de métodos atuais, pesquisadores conseguiram mapear uma estrutura subterrânea apontada como capela cristã na Rússia

André Nogueira Publicado em 19/07/2019, às 13h00 - Atualizado às 16h00

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Crédito: MISIS National University of Science and Technology

Foi identificada na Rússia uma misteriosa estrutura subterrânea que pode ser uma das mais antigas igrejas cristãs do mundo (ou um templo zoroastrista). A descoberta ocorreu a noroeste da Fortaleza de Naryn-Kala, um forte de 300 d.C. A estrutura da construção é em formato de cruz, quase escondida por inteiro, com 10 metros debaixo da terra (com exceção de uma cúpula no topo). Por ser patrimônio tombado pela UNESCO, a estrutura não pode ser escavada ou modificada.

A estrutura pode ser mapeda a partir de um esquema de captação de raios cósmicos, num método chamado de Radiografia do Muon, como foi feito com a Pirâmide de Gizé. Trata-se de uma radiação de alta energia e de fonte desconhecida que costuma cair na Terra.

Ao se locomover a partir da matéria, é possível calcular o decaimento energético e o número de mouns viajando pelo subsolo, criando uma impressão da densidade e criando uma imagem do interior da área analisada.

A abadia já foi citada em documentos como um reservatório d’água, no entanto, os cientistas desacreditam nessa versão - apesar de o buraco ter sido usado para armazenar água nos séculos 17 e 18. Originalmente, a construção ficava na superfície, e não faz sentido que tenha sido projetada como um tanque.

A pesquisa destaca o inovador uso de métodos recentes para, finalmente, identificar a aparência da estrutura russa. A partir da nova análise, será desenvolvido um modelo em 3D da construção, pela Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia da Rússia. Esses esforços caminham no sentido de tentar comprovar se a estrutura é realmente uma Igreja.