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A impressionante cidade maia aquática descoberta na Guatemala

A cidade ficava localizada em um lago vulcânico

Redação Publicado em 15/05/2022, às 08h00

Mergulhador observa ruínas da antiga cidade maia
Mergulhador observa ruínas da antiga cidade maia - Divulgação / National Institute of Anthropology

Existiu na Guatemala, durante o período pré-clássico tardio - 400 aC a 250 dC -, uma cidade maia bastante próspera a qual ficava localizada em meio a um lago vulcânico, o Atitlán.

Com o tempo, essa cidade acabou sendo 'engolida' pela cratera do vulcão San Pedro, de modo que seus habitantes fugiram da região.

Mais de dois mil anos depois, arqueólogos encontraram as ruínas da cidade submersa, localizadas entre 12 e 20 metros abaixo da superfície, além de diversos objetos de cerâmica e pedra.

De acordo com informações do portal Newsweek, os especialistas acreditam que a cidade tenha desmoronado após um evento catastrófico, que pode ter sido causado por algum tipo de atividade vulcânica.

Arqueólogos analisam a região

O sítio arqueológico foi explorado por profissionais liderados por Helena Barba Meinecke, chefe do Escritório da Península de Yucatán no Instituto Nacional de Antropologia. A expedição, que durou pouco mais de duas semanas, ocorreu entre os dias 13 de marco e 3 de abril deste ano.

Ruínas sumersas / Crédito: Divulgação / National Institute of Anthropology

No local, os arqueólogos encontraram ruínas de edifícios, colunas, pedras cerimoniais, entre outras estruturas. Foi a partir desses achados que eles foram capazes de criar um mapa planimétrico da cidade.

Com esta planimetria podemos falar de um sítio que mede pelo menos 200 por 300 metros", declarou Barba Meinecke em comunicado.

Em meio à expedição, os arqueólogos também coletaram amostras de lodo do lago, a fim de obter informações sobre mudanças no ambiente com o passar do tempo. 

Lago Atitlán / Crédito: Imagem de DEZALB via Pixabay

Local sagrado

A equipe utilizou tecnologias virtuais não invasivas visando a conservação dos artefatos e também o respeito ao local, considerado sagrado pelas comunidades que vivem nas regiões próximas.

A equipe, inclusive, conversou com a liderança local, Nicolás Zapalú Toj para conseguir a permissão dos ancestrais para promover os estudos na área.

Os profissionais também aproveitaram as facilidades da tecnologia para promover a democratização do patrimônio, oferecendo passeios virtuais à população.

Apesar de fascinante, esse não é o único sítio arqueológico dentro do Lago Atitlán. Segundo a fonte, existem outras duas cidades perdidas abaixo da superfície do lago, que são Samabaj e Chiutinamit.

Encontrada nos anos 1990 por um mergulhador, Samabaj foi a primeira a ser escavada na região e, desde então, vem sendo estudada por pesquisadores que buscam desvendar os mistérios da civilização maia.


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