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A intrigante saga do cadáver mumificado de Windeby I

Saiba detalhes sobre o corpo que foi descoberto em um pântano ao norte da Alemanha, em 1952

Victória Gearini Publicado em 16/07/2020, às 07h00 - Atualizado às 07h36

Parte superior do corpo da múmia de Windeby I
Parte superior do corpo da múmia de Windeby I - Wikimedia Commons

Windeby I trata-se de um corpo que foi naturalmente mumificado em um pântano de turfa perto de Windeby, ao norte da Alemanha. Descoberto em 1952, inicialmente foi chamado de Garota Windeby, pois os arqueólogos acreditavam que seria os restos mortais de uma menina de 14 anos. Anos mais tarde, os pesquisadores fizeram descobertas surpreendentes. 

A intrigante descoberta

A múmia foi encontrada enquanto cortadores de turfa estavam trabalhando no pântano. Na ocasião, uma mão, um pé e uma perna foram cortados do corpo, antes que os trabalhadores pudessem desligar as máquinas. Embora tenha sido parcialmente danificado, os demais membros foram bem preservados pela turfa, sendo uma das descoberta arqueológicas mais importantes do século 20. 

Windeby I em exibição no museu, na Alemanha / Crédito: Wikimedia Commons

 

O corpo foi encontrado com a cabeça semi-raspada, em decorrência da alta exposição ao oxigênio, em comparação ao resto do esqueleto. Além disso possuía uma venda de lã presa nos olhos, feita a partir de uma técnica de salto, que possivelmente foi utilizada para amarrar os cabelos, que após a morte, provavelmente tenha deslizado sobre o rosto. 

Estudos atuais 

Em um momento inicial, a múmia foi chamada de Garota Windeby, pois os primeiros estudos acreditavam que o corpo seria de uma menina de 14 anos, em detrimento da sua ligeira constituição corporal. No entanto, após testes de DNA, feitos pela antropóloga e patologista canadense, Heather Gill-Robinson, a pesquisadora comprovou que o cadáver na verdade é de um garoto de 16 anos. Por meio de radiocarbono a especialista constatou, ainda, que o corpo é datado entre 41 a.C. e 118 d.C.

Reconstituição facial feita pelo especialista Richard Helmer / Crédito: Wikimedia Commons

 

Após as análises feitas por Heather Gill-Robinson, os especialistas Jarrett A. Lobell e Samir S. Patel notaram que o corpo não possuía sinais de traumas ou violência, levando a crer que o garoto tenha morrido por um ataque repentino de alguma doença fatal ou até mesmo de desnutrição. 

Pouco tempo depois da descoberta da múmia, arqueólogos encontraram nas proximidades outro corpo de pântano. Desta vez um homem adulto que foi apelidado de Windeby II. Já o corpo de Windeby I foi exibido no Landesmuseum no Schloß Gottorf, em Schleswig, na Alemanha.


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