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Inventor da embalagem de Pringles foi enterrado na sua própria criação

Idealizado por Frederic J. Baur, a lata da batata chips tornou-se um símbolo da marca — assim como uma garrafa de Coca-Cola

Fabio Previdelli Publicado em 21/12/2019, às 09h00

Lata de Pringles no túmulo de Baur
Lata de Pringles no túmulo de Baur - Creative Commons / Divulgação

Reconhecida internacionalmente pelo formato de sua embalagem, a Pringles é uma das marcas mais conhecidas quando o assunto são batatas fritas industrializadas. Distribuída em mais de 140 países, a marca foi vendia pela Procter & Gamble (P&G), em 2011, por 1.5 bilhão de dólares.

Entretanto, a história do produto vai além do que os números exorbitantes que ele movimenta todos os anos. O sucesso da marca aconteceu há muito tempo, para ser mais preciso, em 1966. Neste ano, a P&G inventou um novo tipo de batata chips que era completamente diferente das convencionais, sendo apenas fatiadas, fritas e temperadas. Já o Pringles é um tipo de purê temperado que tinha um formato côncavo e irregular, sem nenhuma superfície reta.

Apesar do design diferente e pouco convencional, o chips causou certo problema para a empresa. Afinal, como eles embalariam o produto sem que ele chegasse esfarelado ao consumidor final?

É aí que entra a mente de Frederic J. Baur, um químico orgânico da Universidade de Ohio que se inspirou nas latas de alumínio usadas por refrigerantes e, assim, projetou o famoso tubo de papelão revestido com alumínio, tampa plástica e trazia o desenho  desenho de um personagem bigodudo estampado no rótulo.

Sem dúvida alguma, aquela embalagem era uma das mais diferentes que estavam disponíveis nos mercados, e foi justamente por isso que o produto demorou a cair no gosto popular. Os consumidores estranharam que as batatas fossem todas iguais. O fato de o pacote parecer uma lata onde se guardava bolas de tênis também incomodou o público.

A Pringles era ridicularizada pelos concorrentes. Mas a partir da década seguinte, a marca começou a vender cada vez mais, e logo virou uma febre entre os consumidores. E a lata toda esquisita se tornou um símbolo da marca, assim como uma garrafa de Coca-Cola.

O sucesso da invenção fez Baur se aposentar em 1980. Ele reconheceu que aquilo foi um dos maiores feitos de sua vida, tanto que viva se vangloriando da “maior realização de sua vida”. Sua invenção transcendeu o plano físico e acompanhou seu criador além da vida.

Mas como assim?

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O químico orgânico Frederic J. Baur foi o responsável pela invenção da embalagem da Pringles / Crédito: Wikimedia Commons

Em 4 de maio de 2008, Fredric morreu, aos 89 anos, vítima de Alzheimer. E com o fim de sua vida, ele também realizaria o seu último sonho. Baur desejava ser cremado e ter parte de suas cinzas depositadas em uma embalagem de Pringles.

A ideia, um tanto quanto incomum, foi cumprida por seus familiares. “Eu e meus irmão debatemos brevemente sobre qual sabor de lata deveríamos usar”, declarou Larry, um dos filhos de Fredric, em entrevista à Time. “No final, decidimos que teria que ser a Original”.

Assim, a lata que já despertava a imaginação da criançada, que a utilizava para os mais diferentes fins, ganhou mais uma inusitada utilidade: a de urna funerária. Parte das cinzas foi colocada em uma embalagem e enterrada num cemitério de Springfield, subúrbio de Cincinnati. Já o restante, foi colocado em uma caixa e entregue para sua neta.


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