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'A jornalista e o assassino': a obra que analisa a relação entre o jornalismo e o poder

Escrito pela jornalista Janet Malcolm, o livro conta a intrigante história de Jeffrey MacDonald

Victória Gearini | @victoriagearini Publicado em 24/05/2021, às 18h53

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Imagem de Krzysztof Pluta por Pixabay

Considerada uma das jornalistas norte-americanas mais influentes do século 20, Janet Malcolm foi responsável por escrever oito obras baseadas em reportagens publicadas na famosa revista The New Yorker.  

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A jornalista e o assassino, de Janet Malcolm / Crédito: Divulgação / Companhia das Letras

Lançada originalmente no Brasil em 1990, pela Editora Companhia das Letras, a obra “A jornalista e o assassino” apresenta a história chocante de um crime que escandalizou os Estados Unidos durante o século 20. 

O livro conta a saga do médico Jeffrey MacDonald, que foi condenado, em 1979, pela morte de sua esposa grávida e de suas duas filhas, em 1970. Na época, o homem processou um jornalista que tinha escrito um livro sobre o caso, a partir de entrevistas feitas durante o julgamento e na prisão. 

Com uma narrativa eletrizante e envolvente, Janet Malcolm faz uma importante reflexão sobre a ética jornalística e a liberdade de imprensa, na mesma medida que analisa a relação entre o jornalismo e o poder. 

Disponível na Amazon em formato Kindle e capa comum, “A jornalista e o assassino” conta com posfácio de Otavio Frias Filho e tradução de Tomás Rosa Bueno, compondo as edições da Coleção Jornalismo Literário com selo Companhia de Bolso.

Confira abaixo um trecho da obra citada acima: 

Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável. Ele é uma espécie de confidente, que se nutre da vaidade, da ignorância ou da solidão das pessoas. Tal como a viúva confiante, que acorda um belo dia e descobre que aquele rapaz encantador e todas as suas economias sumiram, o indivíduo que consente em ser tema de um escrito não ficcional aprende — quando o artigo ou livro aparece — a sua própria dura lição. Os jornalistas justificam a própria traição de várias maneiras, de acordo com o temperamento de cada um. Os mais pomposos falam de liberdade de expressão e do “direito do público a saber”; os menos talentosos falam sobre a Arte; os mais decentes murmuram algo sobre ganhar a vida.


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