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IPTU de R$ 1 milhão e transporte de helicóptero: Joseph Safra, o homem mais rico do Brasil

Segundo a assessoria de imprensa do Banco Safra, Joseph Safra faleceu hoje, 10, aos 82 anos, de causas naturais. Mas como era a vida do banqueiro?

Daniela Bazi/ Atualizado por Fabio Previdelli Publicado em 10/12/2020, às 11h00 - Atualizado às 12h18

Joseph Safra
Joseph Safra - Divulgação

Nesta quinta-feira, 10, uma nota divulgada pela assessoria de imprensa do Banco Safra informou o falecimento de um de seus fundadores: Joseph Safra, de 82 anos. Segundo o texto, ele morreu de causas naturais.  

O banqueiro foi considerado o homem mais rico do Brasil, de acordo com o último ranking de bilionários brasileiros da revista Forbes. Safra tinha uma fortuna estimada em mais de R$119 bilhões e era a 63º pessoa mais rica do mundo. Mas como ele vivia?

A vida de Safra

Banqueiro e empresário, Joseph Safra chegou ao Brasil em 1962, sendo um dos responsáveis pela fundação do quarto maior banco do país: o Banco Safra.

Seu patrimônio ultrapassava os 23,7 bilhões de dólares, o que o tornava o homem mais rico do país e o 63º na lista de mais ricos do mundo, de acordo com o último ranking de bilionários brasileiros da revista Forbes.

Foto de Joseph Safra / Crédito: Divulgação

 

, como era chamado por seus amigos próximos, morava no bairro do Morumbi, em São Paulo, em uma gigante mansão de 11 mil metros quadrados — com o IPTU avaliado em 1 milhão de reais. Segundo o portal Seu Dinheiro, Safra transitava pela cidade de helicóptero.

Apesar de todos esses luxos proporcionados por sua enorme fortuna, Joseph dizia que não costumava viver de forma muito extravagante. Ele preferia manter distância da imprensa — onde tanto ele quanto sua família e funcionários não davam entrevistas, apenas declarações através de comunicados oficiais.

Uma de suas principais marcas registradas era o silêncio. Até mesmo durante seus negócios, o banqueiro costumava fazer tudo em total discrição. Segundo ele, esse seu receio pelas câmeras era pelo medo de não ser bem interpretado. "Às vezes, tenho alguma dificuldade de me expressar em português", disse Safra.

Banco Safra na Avenida Paulista, em São Paulo / Crédito: Wikimedia Commons

 

Além disso, Joseph também era visto como um homem bastante conservador. Foi isso que, inclusive, o ajudou a criar uma imagem de seu banco como sólido. Pessoas próximas a ele diziam que o empresário era simples e aritmético, e fazia contas de soma e subtração como ninguém.

Outra paixão de Safra, além do mundo dos negócios, eram os livros raros. Devido a isso, acabou se tornando um dos maiores colecionadores de obras do Brasil. O banqueiro também tinha o costume de deixar o nome da família sempre ligado a projetos filantrópicos, contribuindo em causas de áreas sociais: como da educação e da saúde no país e no exterior.

O empresário era um dos maiores doadores de dois dos mais importantes hospitais de São Paulo: o Hospital Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês. Além disso, doou as esculturas de Rodin a Pinacoteca de São Paulo e o manuscrito original da Teoria da Relatividade escrita pelo cientista Albert Einstein para o Museu de Israel em Jerusalém.

Joseph Safra casou-se com Vicky Sarfaty em 1969, deixando para trás 4 filhos e 14 netos. Confira a nota oficial divulgada pelo Banco Safra sobre sua morte:

“É com imenso pesar que comunicamos o falecimento, nesta data, do Sr. Joseph Safra, aos 82 anos, de causas naturais. Seu José, como era chamado pelos mais próximos, nasceu em 1938 no Líbano e imigrou para o Brasil na década de 60, para dar continuidade aos negócios de seu pai, construindo os sólidos alicerces do Grupo Safra, mais conhecido no Brasil como Banco Safra".

"Em 1969, casou-se com Vicky Sarfaty, com quem teve 4 filhos e 14 netos. Foi um grande banqueiro, um verdadeiro empreendedor que construiu o Grupo Safra no mundo, obtendo sucesso por sua seriedade e visão de negócios. Foi um grande líder e muito respeitado dentro e fora da organização. Viveu uma vida exemplar, simples e reservada, sem ostentação, longe da exposição geral. Sempre dizia ter muito orgulho da cidadania brasileira e de torcer pelo Corinthians", concluiu o texto. 

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), também lamentou a morte de Joseph Safra por meio de uma nota: "É com muito pesar que recebemos a perda de Joseph Safra. Figura emblemática do setor bancário no país, descendente de banqueiros e com visão estratégica sobre o país, Joseph Safra foi também um exemplo como empresário e filantropo. Sua contribuição para escolas, museus e instituições, não só no Brasil, quanto em outros países, é marcante. O legado de sua atuação no desenvolvimento da economia nacional ficará sempre marcado na história do Brasil, país que ele adotou 58 anos atrás".


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