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Exclusivo: Leia o prefácio do romance inédito "As inseparáveis", de Simone de Beauvoir

O mais novo lançamento da Editora Record resgata as intensas relações pessoais de uma das maiores intelectuais do século 20

Victória Gearini Publicado em 10/03/2021, às 16h41

Simone de Beauvoir, escritora e filósofa
Simone de Beauvoir, escritora e filósofa - Wikimedia Commons

Recém-lançada pela Editora Record, "As inseparáveis", da escritora e filósofa feministaSimone de Beauvoir, trata-se de um romance com caráter autobiográfico, em que por meio da personagem Sylvie, a autora conta a história de amizade entre ela e Andrée (Élisabeth Lacoin, a Zaza).

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As inseparáveis, de Simone de Beauvoir (2021) / Crédito: Divulgação / Editora Record

Escrita em 1954, a obra conta a trajetória de Sylvie e Andrée, que se conheceram na escola em Paris, aos nove anos de idade, durante a Primeira Guerra Mundial. Embora diferentes, as amigas logo se identificaram e juntas traçaram um caminho brilhante em busca pela liberdade e emancipação. 

De um lado temos Sylvie, uma jovem tímida, e de outro temos Andrée, uma moça que embora destemida, precisou lidar com a família opressora e conflituosa. Neste ilustre livro, Beauvoir busca refletir sua própria emancipação e o antagonismo existente na época, entre intelectuais e conservadores. 

"Uma história apaixonante e trágica (...) que faz o leitor mergulhar na Paris do início do século 20 e acompanhar as tribulações de duas jovens rebeldes que questionam o que se espera delas como mulheres", disse Vanity Fair. 

Disponível na Amazon em formato Kindle e capa comum, esta edição inédita de "As inseparáveis" conta, ainda, com a ilustre tradução de Ivone Benedetti, sendo uma obra fundamental para entender as intensas relações pessoais da renomada escritora e filósofa que impactou o século 20.


+Com autorização da Editora Record, o site Aventuras na História reproduziu, na íntegra, o prefácio de "As inseparáveis" (2021).

Confira abaixo.

Prefácio

Ao lado de Simone de Beauvoir, então com 9 anos, aluna da escola católica Adeline Desir, senta-se uma menina de cabelos escuros e curtos, Élisabeth Lacoin, apelido Zaza, alguns dias mais velha que ela. Espontânea, divertida, ousada, ela contrasta com o conformismo ambiente. Na volta das férias, Zaza não está lá. Tristonho e acabrunhante, o mundo se ensombrece, quando de repente a retardatária aparece e, com ela, o sol, a alegria e a felicidade. Sua inteligência viva e seus múltiplos talentos seduzem Simone; ela a admira, está subjugada. As duas disputam o primeiro lugar, tornam-se inseparáveis. Não que Simone não viva feliz em família, entre a jovem mãe querida, o pai admirado e uma irmã caçula muito apegada. Mas o que acontece à menina de 10 anos é a primeira aventura do coração: seu sentimento por Zaza é apaixonado, ela a venera, teme desagradá-la. Evidentemente, em sua patética vulnerabilidade da infância, não compreende a revelação precoce que a fulmina e que para nós, suas testemunhas, é tão comovente. Suas longas conversas com Zaza têm valor infinito para ela. Ah, são tolhidas pela educação: nada de familiaridades, tratam-se por vous, mas, apesar desse recato, falam-se como Simone jamais falou com ninguém. O que é esse sentimento inominado que, sob o rótulo convencional da amizade, abrasa seu coração jovem no deslumbramento e nos transes, senão o amor? Bem depressa ela entende que Zaza não sente um apego análogo, nem desconfia da intensidade do seu, mas que importa, diante do êxtase de amar?

Zaza morre repentinamente um mês antes de completar 22 anos, no dia 25 de novembro de 1929. Catástrofe imprevista, cuja memória assombrou Simone de Beauvoir. Durante muito tempo a amiga lhe voltou em sonhos, com o rosto amarelado sob uma capelina rosa, olhando-a com censura. Para abolir o nada e o esquecimento, só um recurso: o sortilégio da literatura. Quatro vezes, em diversas transposições — em romances inéditos da juventude, em sua coletânea Quando o espiritual domina, num trecho suprimido do romance Os mandarins, que lhe valeu o prêmio Goncourt em 1954 —, a escritora tentou em vão ressuscitar Zaza. Repete a tentativa no mesmo ano, com uma longa novela que ficou sem título e permaneceu inédita até hoje, aqui publicada. Esta derradeira transposição ficcional a deixa insatisfeita, mas, por um atalho essencial, leva-a à conversão literária decisiva. Em 1958, ela integra ao texto autobiográfico a história da vida e da morte de Zaza: são as Memórias de uma moça bem-comportada.

A novela que, depois de terminada, foi conservada por Simone de Beauvoir, apesar do juízo crítico que fazia sobre ela, nem por isso deixa de ter grande valor: diante de um mistério, a interrogação se exaspera, multiplicam-se os ângulos de abordagem, as perspectivas, os pontos de vista. E a morte de Zaza continua sendo em parte um mistério. As luzes que os textos de 1954 e 1958 lançam sobre ela não se sobrepõem com exatidão. É na novela que entra em cena pela primeira vez o tema da grande amizade. Uma daquelas amizades misteriosas como o amor, que levou Montaigne a escrever sobre La Boétie e sobre si mesmo: “Porque era ele, porque era eu.” Ao lado de Andrée, encarnação romanesca de Zaza, mantém-se uma narradora que diz “eu”, sua amiga Sylvie. “As duas inseparáveis” estão reunidas, na narrativa como na vida, para enfrentar os acontecimentos, mas é Sylvie que os conta através do prisma da amizade, permitindo que, pelo jogo dos contrastes, seja revelada sua irredutível ambiguidade

A escolha da ficção implicava diversas transposições e modificações que devem ser decifradas. Os nomes próprios de personagens e lugares e as situações familiares diferem da realidade. Andrée Gallard ocupa o lugar de Élisabeth Lacoin, e Sylvie Lepage, o de Simone de Beauvoir. A família Gallard (Mabille em Memórias de uma moça bem-comportada) tem sete filhos, dos quais um único varão; entre os Lacoins, eram nove vivos, seis meninas e três meninos. Simone de Beauvoir só tinha uma irmã; Sylvie tem duas. Evidentemente, no colégio Adélaïde se reconhece o famoso curso Desir, situado na rua Jacob em Saint-Germain-des-Prés; foi lá que as professoras batizaram as duas meninas de “as inseparáveis”. Essa expressão, por lançar uma ponte entre realidade e ficção, passará a servir de título à novela. Pascal Blondel serve de máscara a Maurice Merleau-Ponty (Pradelle em Memórias), órfão de pai, muito apegado à mãe, com quem vivia junto a uma irmã que não tem semelhança com Emma. A propriedade de Meyrignac no Limusino é transformada em Sadernac, ao passo que Béthary designa Gagnepan, onde Simone de Beauvoir ficou duas vezes, uma das duas residências dos Lacoins em Landes, além do castelo Haubardin. Zaza está enterrada lá, em Saint-Pandelon.

De que morreu Zaza?

De encefalite viral, segundo a fria objetividade científica. Mas que fatal concatenação mais remota, encerrando em suas malhas a totalidade de sua existência, entregou-a finalmente enfraquecida, esgotada, desesperada, à loucura e à morte? Simone de Beauvoir teria respondido: Zaza morreu de sua excepcionalidade. Fora assassinada, sua morte era um “crime espiritualista”.

Zaza morreu porque tentou ser ela mesma e foi convencida de que essa pretensão era um mal. Na burguesia católica militante em que nasceu, no dia 25 de dezembro de 1907, em sua família de tradições rígidas, o dever de uma filha consistia em se esquecer, renunciar a si mesma, adaptar-se. Por ser excepcional, Zaza não conseguiu “adaptar-se” — termo sinistro que significa se encaixar no molde pré-fabricado em que nos espera um alvéolo entre outros alvéolos: o que transbordar será comprimido, esmagado, jogado fora como dejeto. Zaza não conseguiu se encaixar, sua singularidade foi moída. Nisso está o crime, o assassinato. Simone de Beauvoir se lembrava, com uma espécie de horror, de uma foto de família tirada em Gagnepan, com cada um dos nove filhos enfileirados de acordo com a idade, as seis meninas com vestido igual de tafetá azul, chapéu idêntico de palha guarnecido de centáureas no alto da cabeça. Zaza tinha lá um lugar a esperá-la desde toda a eternidade: o lugar da mais nova das filhas dos Lacoins. Fanaticamente, a jovem Simone recusara essa imagem. Não, Zaza não era aquilo, ela era “única”. A emergência imprevista de uma liberdade é o que todos os credos de sua família negavam: o grupo investiu contra ela sem trégua, ela se tornou presa dos “deveres sociais”. Cercada de uma família de irmãos e irmãs, primos, amigos, vasta parentela, devorada por tarefas, pela vida social, pelas visitas e pelos divertimentos coletivos, Zaza não tem um só momento para si mesma, nunca é deixada sozinha, nem a sós com a amiga, não pertence a si mesma, não lhe é concedido nenhum tempo privado, nem para o violino, nem para os estudos; o privilégio da solidão lhe é recusado. Por esse motivo, para ela os verões em Béthary são um inferno. Ela sufoca, anseia a tal ponto escapar daquela onipresença alheia — pensemos na mortificação semelhante imposta em certas ordens religiosas — que chega a cortar o próprio pé com um machado para escapar de uma incumbência especialmente odiosa. Naquele meio o importante é não se singularizar, não existir para si, mas existir para os outros; “mamãe nunca faz nada para si mesma, passa a vida a se devotar”, diz ela um dia. Na impregnação contínua daquelas tradições alienantes, qualquer individualização viva é esmagada na semente. Ora, não há escândalo pior para Simone de Beauvoir, e é isso que a novela quer mostrar, um escândalo que pode ser qualificado de filosófico, pois atenta contra a condição humana. A afirmação do valor absoluto da subjetividade permanecerá no cerne de seu pensamento e de sua obra, não do indivíduo, simples número em relação a uma amostra, mas da individualidade única que faz de cada um de nós “o mais insubstituível dos seres”, segundo expressão de Gide; a existência dessa consciência, aqui e agora. “Amem aquilo que nunca se verá duas vezes.” Convicção inabalável, original, que será apoiada na reflexão filosófica: o absoluto se decide aqui embaixo, na terra, durante nossa única e inigualável existência. Entende-se portanto que na história de Zaza o que estava em jogo era algo supremo.

Quais foram os desencadeadores da tragédia? Vários dados se entrelaçam num feixe, e alguns deles saltam aos olhos: sua adoração pela mãe, cuja rejeição a dilacera. Zaza amou apaixonadamente a mãe, com um amor ciumento, infeliz. Seu arroubo colidia com certa frieza desta, cuja segunda filha se sentia afogada na massa da irmandade, uma entre outros. Com habilidade, a senhora Lacoin não se valia da autoridade para reprimir as turbulências dos filhos, deixando-a intacta para maior garantia de seu domínio sobre eles quando o essencial acontecesse. O caminho traçado para as moças leva ao casamento ou ao convento, elas não podem decidir sua sorte segundo seu gosto e seus sentimentos. Cabe à família arranjar as uniões, organizando “entrevistas”, selecionando os candidatos segundo seus interesses ideológicos, religiosos, mundanos, financeiros. Cada um se casava em seu próprio meio. Pela primeira vez, aos 15 anos, Zaza se chocou com esses dogmas mortíferos: seu amor pelo primo Bernard foi podado com uma separação brutal; e pela segunda vez, aos 20 anos, ameaçam feri-la. Sua escolha do outsider Pascal Blondel, sua esperança de casar-se com ele, outras tantas extravagâncias suspeitas, seriam inaceitáveis aos olhos do clã. O drama de Zaza é que, no mais profundo de si mesma, um aliado auxilia dissimuladamente o inimigo: ela não tem forças para contestar uma autoridade sagrada e amada, cuja punição a aniquila. Na exata medida em que a censura materna corrói sua confiança em si mesma e seu gosto de viver, ela a interioriza e chega quase a dar razão ao juiz que a condena. A repressão exercida pela senhora Lacoin é paradoxal porque é possível adivinhar uma fissura no bloco de seu conformismo: quando jovem, ela parece ter sido obrigada pela mãe a um casamento que lhe inspirava repulsa. Precisou “adaptar-se” — é aí que aparece a palavra atroz —, renegou-se, e, ao se tornar uma matrona imperial, decidiu reproduzir a engrenagem esmagadora. Que frustração, que ressentimento se escondiam por trás de sua segurança?

A cobertura da religiosidade, ou melhor, do espiritualismo, pesou muito na vida de Zaza. Ela viveu imersa numa atmosfera saturada de religião: oriunda de uma dinastia de católicos militantes, um pai presidente da Liga dos Pais de Famílias Numerosas, uma mãe que ocupa lugar eminente na Paróquia de Santo Tomás de Aquino, um irmão padre e uma irmã freira. Todos os anos a família vai peregrinar em Lourdes. O que Simone de Beauvoir denuncia sob o nome de espiritualismo é a “pureza”, a mistificação que consiste em velar com a aura do sobrenatural terreníssimos valores de classe. Evidentemente, os mistificadores são os primeiros mistificados. A referência religiosa automática justifica tudo. “Fomos apenas instrumentos nas mãos de Deus”, diz o senhor Gallard após a morte da filha. Zaza foi dobrada porque interiorizou um catolicismo que, para o comum das pessoas, não passa de prática cômoda e formal. Mais uma vez sua qualidade excepcional prestou-lhe um desserviço. Embora tenha posto a nu a hipocrisia, as mentiras, o egoísmo do “moralismo” de seu meio, cujos atos e pensamentos interesseiros e mesquinhos traem constantemente o espírito dos Evangelhos, sua fé, abalada por um momento, persistiu. Mas ela padece de um exílio interior, da incompreensão de seus parentes, do isolamento — ela que nunca é deixada sozinha —, de uma solidão existencial. A autenticidade de suas exigências espirituais só serve para mortificá-la no sentido próprio do termo, para torturá-la, encurralando-a em contradições íntimas. Porque, para ela, a fé não é, como para muitos, uma complacente instrumentalização de Deus, um meio de se legitimar, de se justificar e fugir das responsabilidades, mas sim o questionamento doloroso de um Deus silencioso, obscuro, um Deus oculto. Carrasco de si mesma, ela se dilacera: será preciso obedecer, emburrecer-se, submeter-se, esquecer-se, como repete a mãe? Ou será preciso desobedecer, revoltar-se, reivindicar os dons e os talentos que lhe foram concedidos, como incentiva a amiga? Qual é a vontade de Deus? O que ele espera dela?

A obsessão do pecado minou sua vitalidade. Ao contrário da amiga Sylvie, Andrée/Zaza está bem a par das coisas do sexo. A senhora Gallard, com uma brutalidade quase sádica, preveniu a filha de 15 anos sobre as cruezas do casamento. Não escondeu que a noite de núpcias “é um mau momento que se deve passar”. A experiência de Zaza desmentiu esse cinismo: ela conhece a magia da sexualidade, da emoção: os beijos que trocou com o namorado Bernard não eram platônicos. Ridiculariza a futilidade das jovens virgens que a cercam, a hipocrisia dos conservadores, que “purifica”, nega ou dissimula a irrupção das necessidades cruas de um corpo vivo. Mas, inversamente, ela se sabe vulnerável à tentação, e sua quente sensualidade, seu temperamento ardente, seu amor carnal pela vida são envenenados por um excesso de escrúpulos: no menor de seus desejos ela suspeita da presença de um pecado, o pecado da carne. O remorso, o medo e a culpa a conturbam, e essa autocondenação reforça nela a tentação à renúncia, o gosto pelo nada e por preocupantes tendências autodestrutivas. Ela acaba por capitular diante da mãe e de Pascal, que a convencem do perigo de longos noivados, e concorda em exilar-se na Inglaterra, embora todo o seu ser se recuse a isso. Esta derradeira e feroz coerção, exercida contra si mesma, precipita a catástrofe. Zaza morreu de todas as contradições que a dilaceravam.

Nesta novela, o papel de Sylvie, a Amiga, consiste apenas em nos fazer entender Andrée. Como bem ressaltou Éliane Lecarme-Tabone, poucas lembranças suas aparecem, nada se sabe de sua vida, de sua luta pessoal, da história agitada de sua emancipação e, sobretudo, do antagonismo fundamental entre intelectuais e conservadores — tema que constitui o eixo de Memórias de uma moça bem-comportada e aqui é apenas esboçado. Apesar disso, compreende-se por que ela é malvista no meio de Andrée, sendo mal e mal tolerada. Enquanto os Gallards gozam de situação confortável, sua própria família, inicialmente da boa burguesia, acabou arruinada e decaída após a guerra de 1914. No cotidiano de suas permanências em Béthary não lhe são poupadas humilhações, impingidas com luvas de pelica: aponta-se para seu penteado e para suas roupas, e Andrée, discretamente, pendura um vestido bonito em seu armário. Há algo mais grave: a senhora Gallard desconfia dela, daquela moça transviada que estuda na Sorbonne, que terá uma profissão, ganhará a vida e a independência. A cena pungente na cozinha, em que Sylvie revela a Zaza, que cai das nuvens, o que esta representou no passado para ela — tudo —, marca o ponto em que as relações das duas amigas se invertem. A partir daí, quem amará mais será Zaza. Diante de Sylvie abre-se o infinito do mundo, ao passo que Andrée caminha para a morte. Mas será Sylvie/Simone que ressuscitará Andrée, com ternura e respeito, que a ressuscitará e lhe fará justiça, graças à literatura. Não posso deixar de lembrar que cada uma das quatro partes de Memórias de uma moça bem-comportada termina com as seguintes palavras: “Zaza”, “eu contaria”, “a morte”, “sua morte”. Simone de Beauvoir se sente culpada, porque em certo sentido sobreviver é uma culpa. Zaza foi o preço (ela chega até a escrever, em notas inéditas, “a hóstia”) de sua evasão. Mas, para nós, por acaso sua novela não cumpre a missão quase sagrada que ela confiava às palavras: lutar contra o tempo, lutar contra o esquecimento, lutar contra a morte, “fazer justiça à presença absoluta do instante, à eternidade do instante que terá sido para sempre”?

Sylvie Le Bon de Beauvoir


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