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Revolução Constitucionalista de 1932: obra conta a saga das vítimas nas trincheiras do Front Leste

O livro 'Inverno Escarlate', de Eric Lucian Apolinário, resgata o contexto histórico do movimento contra o governo provisório de Getúlio Vargas

Mariana Ribas Publicado em 09/07/2020, às 18h02 - Atualizado às 10h00

Protesto na Praça do Patriarca, em maio de 1932
Protesto na Praça do Patriarca, em maio de 1932 - Revista A Cigarra / Domínio Público, via Wikimedia Commons

Iniciada no dia 9 julho de 1932, a Revolução Constitucionalista, também conhecida como a Guerra Paulista tinha como finalidade convocar uma Assembleia Nacional Constituinte e derrubar o governo provisório instaurado por Getúlio Vargas, em 1930. 

O movimento armado ocorreu nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Na capital paulista, o resultado foi a brutal morte de quatro estudantes: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. 

Por outro lado, os assassinatos dos rapazes reforçou a luta contra o então presidente do Brasil. No entanto, o desfecho dessa história resultou na vitória militar do governo provisório e na criação da Constituição brasileira de 1934.

Contexto histórico

Em 1930 o Brasil sofreu com o governo provisório de Getúlio Vargas, que além de ter finalizado a República Velha e cassado a antiga Constituição de 1891 (na época vigente), não cumpriu as suas promessas de novas eleições e formação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte. Foi assim que se deu início à um dos períodos mais conhecidos da História da política brasileira: O Golpe de Estado.

Entre julho e outubro de 1932 ocorreu a Guerra Paulista, conhecida também como a Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento tinha o objetivo de derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas.

Fotografia de Getúlio Vargas / Crédito: Galeria de Presidentes / Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

O dia 9 de julho foi o marco inicial, quando o movimento revolucionário eclodiu e os paulistas acreditavam que teriam apoio dos outros estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. No entanto, o plano do estado de São Paulo não foi realizado, pois o Rio Grande do Cul e Minas Gerais foram compelidos por Getúlio Vargas.

O dia inicial teve como principal agente a morte de quatro estudantes que eram os grandes mártires da Revolução de 1932.  Na noite de 23 de maio, durante uma manifestação, os estudantes se tornaram as vítimas das tropas federais ligadas ao Partido Popular Paulista (PPP), grupo político-militar que deu base para a ditadura militar.  

Assim foi organizado um movimento clandestino denominado MMDC (Iniciais dos nomes dos quatro estudantes mortos: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo). Logo este movimento se tornou um dos principais pontos de revolta da Revolução de 1932.

O livro 'Inverno Escarlate' 

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Inverno Escarlate (2019) / Crédito: Divulgação / Editora Gregory

A cidade de Itapira, no leste paulista é sempre lembrada quando o assunto é a Guerra Paulista, ocupada pelas forças da ditadura, foi palco dos combates e resultou em diversas vítimas. Nesta cidade do interior Paulista, havia uma pequena vila rural chamada Eleutério, que durante o período de luta, se tornou manchete nos noticiários, por causo do combate que foi travado ali.

O livro de Eric Lucian Apolinário, chamado 'Inverno Escarlate', conta a história deste inverno de 1932, dando maior destaque para as organizações militares desta guerra civil. Reconstruindo, ainda, os dias que partiram após o 9 de julho, por meio de depoimentos, relatos e fontes de pesquisas.

Disponível na Amazon, esta obra publicada pela Editora Gregory trata-se, portanto, de um dos maiores documentos históricos que retrata o período marcado pela repressão do governo de Getúlio Vargas, além de contar em detalhes, os bastidores da Revolução Constitucionalista de 1932. 


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