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Mola Maluca: Uma das inesperadas invenções da Segunda Guerra

A origem do popular brinquedo não é tão provável quanto se poderia pensar

Isabela Barreiros Publicado em 02/10/2019, às 16h30

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- Reprodução

Conhecido como mola maluca, ou slinky, atualmente, o brinquedo pode ser feito tanto de plástico quanto de metal. Mas o que não se imagina é a real origem do popular passatempo das crianças. O objeto curioso foi criado por um engenheiro mecânico naval norte-americano chamado Richard James durante a Segunda Guerra.

Em 1943, ao tentar projetar molas de tensão, que seriam responsáveis por estabilizar os equipamentos sensíveis a bordo dos navios da Marinha estadunidense em viagens agitadas, ele, sem querer, esbarrou em uma delas e a deixou cair no chão.

Ela começou a “pular” de um lado para o outro e deu uma ideia para o engenheiro: por que não transformá-la em um brinquedo infantil?

A descoberta de que algo tão simples como uma mola poderia se tornar atraente para crianças foi o estopim de uma parceria entre James e sua esposa para começar a produção das slinkys.

Crédito: Reprodução

 

Ele experimentou diversos modelos de fios, com comprimentos, grossuras e tensões diferentes. Quando o pesquisador chegou à fórmula final, ele e Betty James fizeram um empréstimo para fundar a James Industries, responsável pelas molas.

Eles começaram a produzir o brinquedo em grande escala, mas, no começo, as vendas não eram muito fortes. Isso mudou em 1945, no momento em que a Gimbels, uma loja de departamentos norte-americana que fechou em 1987, deixou James demonstrar aos clientes do estabelecimento como a mola deveria funcionar.

Após a exibição, muitas pessoas compraram o produto. O engenheiro chegou a vender todos os exemplares da mola maluca, 400 delas, em apenas um dia. Na década seguinte, o brinquedo tornou-se extremamente popular em todo o país e ainda é passatempo de inúmeras crianças ainda nos dias atuais.