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Monarquia britânica: Por que a família real não usa sobrenome?

Assim como outras vantagens que os membros da corte possuem, não precisar de um sobrenome também é uma delas

Alana Sousa Publicado em 17/11/2020, às 16h00

Rainha Elizabeth II e seus sete bisnetos
Rainha Elizabeth II e seus sete bisnetos - Divulgação

Apesar de a família real britânica ser a monarquia mais popular e o clã que mais atrai atenção do mundo inteiro, algumas peculiaridades sobre aspectos comuns de seus membros ainda não são tão conhecidos pelo grande público.

Apelidos, deveres e até mesmo, sobrenomes, são alguns dos pontos que causam confusão em quem acompanha de perto e tenta aprender tudo sobre a corte de Elizabeth II. Conhecidos, principalmente, pelo primeiro nome e designação real, os membros imperiais, de fato, possuem um sobrenome pelo qual em algumas ocasiões são reconhecidos.

Sobrenome real

“Os membros da família real que têm direito ao título de príncipes ou princesas não precisam de um sobrenome, mas se a qualquer momento algum deles precisar de um sobrenome (como no casamento), esse sobrenome será Mountbatten-Windsor”, diz o site oficial da monarquia.

A identificação Mountbatten-Windsor foi criada no casamento de Elizabeth II com Philip Mountbatten, então príncipe da Dinamarca. Mesmo que na ocasião conselheiros da corte e até o ex-primeiro-ministro Winston Chruchill tenha pedido para que a rainha não agregasse o sobrenome do marido ao seu, ela optou por fazê-lo.

Príncipe Philip e a rainha Elizabeth II, em junho de 1953 / Crédito: Wikimedia Commons

 

O pedido era para evitar que a monarquia se envolvesse em graves polêmicas, já que grande parte da família de Phillip tinha relações explícitas com membros do Partido Nazista. Mesmo assim, desde então, todos os descendentes de Elizabeth II possuem o sobrenome em seu registro oficial. Entretanto, isso não significa que eles precisem fazer uso do Mountbatten-Windsor.

Assim como muitas outras vantagens da família real, não necessitar do uso de um sobrenome também integra a lista. Tanto pela fama, quanto pela classe de poder, os integrantes da monarquia britânica podem ser identificados apenas pelo nome, ou ainda, pelo apelido “Casa Real”.

A regra foi quebrada em algumas situações extraordinárias, como quando os príncipes Harry e William serviram no exército inglês. Na ocasião, eles assinaram seus nomes com o sobrenome Wales, fazendo referência ao pai Charles, Príncipe de Gales e a mãe, Diana, Princesa de Gales. Por outro lado, o filho de Harry com Meghan Markle foi nomeado Archie Harrison Mountbatten-Windsor, assim como seu pai após deixar a corte.

Origem de Windsor

Ainda que o matrimônio da Rainha Mãe tenha dado origem à junção de Mountbatten-Windsor, a inserção de um sobrenome na dinastia inglesa aconteceu muito antes, no início do século 20, em 1917.

Elizabeth II com o marido e os filhos / Crédito: Wikimedia Commons

 

Até então os membros reais eram chamados pelo nome de suas respectivas casas, mas o avô de Elizabeth II, George V, do Reino Unido, decidiu que, para se distanciar das raízes alemães (com a família Saxe-Coburgo-Gota), passaria então a ser reconhecido como Windsor.

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, ter ligações com qualquer origem alemã já não era bem visto, algo que se agravaria ainda mais com o terror da Alemanha Nazista na Segunda Guerra. Além de mudar o nome de sua própria dinastia, George declarou que dali para frente seria oficial para a família o sobrenome escolhido com base em um dos castelos reais.

Mesmo que exista um sobrenome, ele é raramente mencionado, ou ainda solicitado. Em passaportes e carteiras de motorista basta o primeiro nome — e no caso de Lilibet, somente uma foto —, para ser autorizada qualquer viagem em extensão mundial.


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