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Temática mórbida: conheça o singular cabaré da Era Vitoriana que celebrava a morte

Em 1892, o estabelecimento era famoso por sua decoração única, com cardápio e apresentações singulares

Pamela Malva Publicado em 07/09/2020, às 10h00

Por dentro do Cabaret du Néant
Por dentro do Cabaret du Néant - Wikimedia Commons

Durante toda a Era Vitoriana a morte foi levada muito a sério. Rituais e regras sobre o luto, superstições quanto aos cemitérios e o medo do desconhecido eram comuns na Europa da Rainha Vitória.

Em um direção completamente oposta, um restaurante muito específico ganhou reconhecimento na Paris Vitoriana. Criado em 1892, o Cabaret du Néant (Cabaré do Vazio, em português) era um dos poucos estabelecimentos que celebrava a morte.

Inicialmente chamado de Cabaret de la Mort ("Cabaré da Morte", em tradução livre), o local recebeu um nome novo quando um morador da região faleceu. Depois disso, os donos pensaram que Néant seria muito menos assustador para os clientes.

O salão principal lotado, com mesas de caixões e candelabros de ossos / Crédito: Wikimedia Commons

 

Localizado em Montmartre, o cabaré oferecia um tema sombrio e gótico aos seus visitantes. De sua decoração, até as bebidas e os shows: tudo celebrava e remetia à morte. Os mágicos até transformavam os clientes em esqueletos e fantasmas.

Logo na entrada, os clientes eram recebidos por monges, que os guiavam por um corredor escuro até a sala das bebidas, que chamava Salle d'Intoxication ("Salão de intoxicação", em português). Lá, os garçons estavam vestidos como agentes funerários e serviam bebidas com nomes de doenças.

Nos tetos, candelabros feitos de ossos humanos criavam a atmosfera pouco iluminada. Nas paredes havia quadros mórbidos, esqueletos e caveiras. Quando os drinks chegavam aos clientes, xícaras em forma de caveira eram colocadas nas mesas feitas de caixões.

Por mais que pareça assustador, outros cabarés com a mesma temática poderiam ser encontrados àquela época. Era o caso do Cabaret de l’Enfer (Cabaré do Inferno). Nele, os clientes eram recebidos por vozes dizendo “entre e seja amaldiçoado, o Demônio espera por você!”.

No salão principal, meia dúzia de músicos vestidos como diabos eram suspensos sobre uma fogueira, dentro de um caldeirão. Ao lado deles, pequenos diabos erguiam ferros quentes, prontos para cutucar qualquer um que perdesse o ritmo. De vez em quando, fendas nas paredes lançavam fumaça com odor de vulcão, enquanto chamas explodiam.


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