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Curiosidades / Não nos Calaremos

Não nos Calaremos: Série em destaque na Netflix é baseada em fatos?

Segunda série mais assistida por brasileiros na Netflix neste sábado, 1º, Não nos Calaremos apresenta uma história surpreendente

por Thiago Lincolins

tlincolins_colab@caras.com.br

Publicado em 01/06/2024, às 12h28 - Atualizado em 04/06/2024, às 15h38

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Cena da série "Não nos Calaremos", da Netflix - Reprodução/Netflix
Cena da série "Não nos Calaremos", da Netflix - Reprodução/Netflix

Com uma história surpreendente e instigante, a série "Não nos Calaremos" é uma das mais assistidas por brasileiros recentemente naNetflix. Nos episódios, os assinantes acompanham a história de uma jovem que vê a vida virar do avesso ao denunciar um caso de assédio sexual na escola.

Em destaque na plataforma de streaming, a produção desperta reações nas redes sociais. "Obrigada Netflix por “Não nos calaremos” Precisamos de filmes, séries, documentários e tudo o que está ao alcance p influenciar jovens a DENUNCIAR", escreveu uma conta no X, antigo Twitter. "Não nos calaremos, aleluia a Netflix fez um seriadinho novo que até agora está me prendendo", opinou outra internauta. 

Com a força da narrativa contada, muitos podem questionar se "Não nos Calaremos" é baseada em fatos. Bom, na realidade, a série é fictícia, assim como os personagens e desdobramentos. 

No entanto, os episódios contam com duas referências reais, explica o Radio Times. Os próximos parágrafos podem apresentar spoilers da série!

Quando descobre que Berta sofreu um assédio sexual por um professor, a personagem Alma cria um perfil anônimo nas redes sociais. Assim, ela faz uma série de publicações que revelam o abuso. 

Referências

As referências em questão se encontram justamente no usuário do perfil: @Iam_colemanmiller. Os dois sobrenomes são inspirados em mulheres que se tornaram símbolos da luta contra a violência sexual: Daisy Coleman e Chanel Miller.

Quando tinha 14 anos, Daisy, tema do documentário "Audrie & Daisy", revelou ter sido estuprada por um rapaz de 17 anos chamado Matthew Barnett. O abuso ocorreu quando ela tinha apenas 14 anos e fora revelado em 2012. Em uma festa, foi violentada e, depois, deixada inconsciente na porta de casa.

Daisy Coleman /Crédito: Arquivo pessoal

Ao revelar o caso, Daisy passou a ser alvo de mentiras, perseguição nas redes sociais e  ameaças. Acusada de 'mentir', sua casa até mesmo foi incendiada. As denúncias contra Matthew, parte de uma família influente, foram retiradas. Ao se declarar culpado de uma acusação mais branda, repercute o UOL, disse que o sexo com Coleman foi consensual.

Daisy faleceu em 2020 após tirar a própria vida. Em vida, foi cofundadora da organização SafeBae (Before Everyone Else), que se empenhava em combater a agressão sexual em escolas.

A história de Chanel

Chanel Miller, que também é referenciada na série da Netflix, teve sua história divulgada mundialmente. Ela alegou ter sido abusada sexualmente aos 22 anos por um homem chamado Brock Turner durante uma festa da Universidade de Stanford, na Califórnia, em 2015. 

Depois, foi deixada inconsciente próximo a uma lixeira e sem algumas peças de roupa. Turner foi condenado a apenas seis meses de prisão por abusar sexualmente de Miller, que estava inconsciente.

Chanel Miller - Reprodução/Vídeo

Após cumprir metade da pena, passou a viver em liberdade condicional. A história de Chanel foi contada na obra "Know My Name".

"Houve dias em que realmente não conseguia imaginar um único caminho a seguir", disse ela à BBC. "Era terrível. Eu não desenhava nada, não escrevia nada. Tudo o que eu queria fazer era dormir para não precisar ficar consciente. Não é assim que se vive."