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Nelson, o porco-espinho que nasceu com uma falha genética

Espécie possui cerca de 500 espinhos, mas Nelson nasceu sem nenhum. Conheça sua história!

Fabio Previdelli Publicado em 20/08/2021, às 00h00

O porco-espinho Nelson
O porco-espinho Nelson - Foxy Lodge Wildlife Rescue

Como o próprio nome já sugere, os porcos-espinhos são reconhecidos justamente por seus espinhos, que nada mais são do que pelos ocos endurecidos com queratina, segundo explica o renomado ambientalista David Attenborough

Seus espinhos, além disso, não são venenosos — apesar de possuírem farpas minúsculas que dificultam a extração —, portanto, na grande maioria das vezes, eles servem apenas como uma arma de defesa.

O porco-espinho Nelson/ Crédito: Foxy Lodge Wildlife Rescue

 

A exceção se dá quando os afetados são animais menores, já que os espinhos, que possuem cerca de 30 centímetros de comprimento, podem perfurar seus órgãos vitais.  

“Eles não possuem nenhuma substância tóxica, mas suas pontas têm farpas minúsculas que dificultam a extração. Se não forem tratadas, as lesões abertas possibilitam o aparecimento de infecções que também podem levar à morte de animais como leões e leopardos, e até de homens”, explica a bióloga Cecília Pessuti, responsável pelo Setor de Mamíferos do Zoológico de Sorocaba, em entrevista à Superinteressante. 

Vendo por esse cenário, é quase impossível imaginar o que seria de um porco-espinho sem seus espinhos, certo? Na verdade, nem tanto assim, afinal, em 2016, a história de Nelson viralizou justamente por isso. Saiba mais! 

O ‘porquinho’ feio? 

Na literatura já vimos a história de animais não serem bem aceitos por serem diferentes da maneira como deveriam ser, mas o caso de Nelson é totalmente diferente, afinal, é praticamente impossível não se apaixonar por ele.  

O porco espinho que nasceu sem espinhos virou um xodó do Foxy Lodge Wildlife Rescue, centro de resgate que cuida de animais selvagens nos Estados Unidos. Os detalhes dessa história foram contados pelo Daily Mail.  

Com a falta dos espinhos — normalmente cada animal possui cerca de 500 —, Nelson não só ficou sem sua defesa natural como também perdeu sua maneira de se aquecer. Assim, ele precisa ser esquentado todos os dias com relaxantes massagens.  

O porco-espinho Nelson/ Crédito: Foxy Lodge Wildlife Rescue

 

Nelson também está sendo tratado com esfoliantes antissépticos e óleo de bebê. Acredita-se que a peculiaridade do animalzinho se deu por uma doença genética. Mas engana-se quem pensa que o caso de Nelson é único, já que, em 2009, o centro já cuidou de Baldrick, que infelizmente não resistiu e morreu pouco depois.  

Já em 2010, o abrigo recebeu Betty, a ouriço careca que chegou pesando 124 gramas e hoje quase que dobrou de peso.

Nelson, por conta de sua condição, não pode ser solto na natureza e, assim como Betty, ficará sendo cuidado pelo Foxy Lodge Wildlife Rescue 

“Sem a paixão conjunta que compartilhamos para ajudar os animais, não seríamos capazes de continuar este trabalho”, diz Tonia Garner, que cuida do centro ao lado de seu marido, John.  

"O que estamos fazendo é apenas apoiar todos esses animais que, de outra forma, não teriam uma segunda chance na vida", completa.


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