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Valeu a pena? Neste dia, em 1936, Edward VIII abdicava o trono por amor

Edward VIII foi rei por apenas 326 dias, abdicando antes mesmo de ser coroado para seguir seu coração, e casar com uma mulher que não recebera aprovação para ser rainha

Ingredi Brunato Publicado em 10/12/2020, às 08h32

Fotografia de Edward
Fotografia de Edward - Wikimedia Commons

Edward VIII foi rei por um breve período (totalizando 326 dias, se formos exatos) e é justamente esse curto período que denuncia o motivo pelo qual o membro da família real inglesa foi responsável por causar uma das maiores crises constitucionais da história da monarquia britânica

Não é como se ninguém pudesse prever a falta de comprometimento de Edward, que na época de ascensão ao trono tinha 42 anos de idade. Desde o primeiro momento o britânico demonstrou que os protocolos e convenções reais que deveria seguir não lhe interessavam muito. 

Não foi por rebeldia, todavia, que decidiu abdicar de seus deveres como rei, causando uma crise e sim por uma razão mais nobre - ele se apaixonou. A dona de seu coração se chamava Wallis Simpson, socialite norte-americana que já tinha se casado duas vezes, tendo se divorciado do primeiro marido e estando no processo de se divorciar do segundo. 

A ideia do Rei da Inglaterra em se casar com uma mulher divorciada, entretanto, era considerada moralmente inaceitável. A solução encontrada por Edward, portanto, foi deixar de ser rei. Sem o título, ele era livre para seguir seu coração e desposar Wallis

Castelo onde o casamento ocorreu / Crédito: Wikimedia Commons

 

Processo de abdicação 

A princípio, o novo rei, ao descobrir através do primeiro-ministro inglês que os súditos não aceitariam ter Simpson como rainha, resolveu buscar uma alternativa. Ele propôs a realização de um casamento morganático.

Esse tipo de matrimônio costuma ocorrer quando um nobre se casa com alguém de posição inferior, e decide que seu título não se estenderá ao cônjuge. 

Entretanto, a execução dessa ideia implicaria em uma alteração da lei da Sucessão do Trono britânico. Os primeiros-ministros de diversos países conectados à Inglaterra precisariam consentir com a mudança. O que eles não fizeram. 

Assim, encurralado, Edward recebeu três opções. A primeira era desistir de juntar-se matrimonialmente a Wallis Simpson; a segunda era seguir em frente com o casamento ainda que contrariando os primeiros-ministros; e a terceira era abdicar de uma vez. Como era de se esperar, ele então fez o que tinha vontade. 

O monarca, que nem mesmo teve tempo de ter uma cerimônia de coroação, escolheu a terceira alternativa. 

Em 11 de dezembro de 1936, quando falou à nação a respeito de sua decisão, Edward se explicou através da célebre frase: “Eu achei impossível carregar o pesado fardo da responsabilidade e cumprir meus deveres como rei, como eu gostaria de fazer, sem a ajuda e o apoio da mulher que eu amo". 

Eduardo VIII e Wallis Simpson durante suas férias na Iugoslávia em 1936 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Depois que deixou o trono vago, quem assumiu foi seu irmão mais velho, Albert, que foi coroado como Jorge VI. É esse rei que se tornaria o pai de Elizabeth II, a Rainha da Inglaterra atual. 

E valeu a pena?  

Embora Simpson e o então Duque de Windsor tenham se casado, teria sido revelado mais tarde que a socialite não amava realmente seu marido. Na verdade, o verdadeiro homem de sua vida seria um amigo do casal, chamado Herman Rogers

Herman Rogers, à esquerda, foi quem levou Wallis ao altar no dia de seu casamento com Edward VIII / Créditos: Getty Images

 

Ela se tornou próxima dele ao longo dos anos, todavia, por ser uma mulher casada, quando o empresário norte-americano ficou disponível. Assim, ele não a escolheu como pretendente, e sim outra mulher, chamada Lucy Ann


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