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Neste dia, há 100 anos, morria a princesa Isabel

Veja 10 curiosidades sobre a filha de Pedro II que entrou para a história por seus feitos ainda em vida

Izabel Duva Rapoport Publicado em 14/11/2021, às 09h00

Retrato da Princesa Isabel por Rovello
Retrato da Princesa Isabel por Rovello - Domínio Público/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

Princesa Isabel foi a segunda filha — a primeira menina — de Dom Pedro II. Herdeira do imperador, ela foi batizada como Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga em 15 de novembro de 1846 durante uma cerimônia no Rio de Janeiro.

Casou-se com Gastão d'Orléans, o Conde d'Eu — com quem teve quatro filhos — em 1864. No dia 14 de novembro de 1921, há exatos 100 anos, então, a Princesa Imperial, já aos 75 anos, faleceu após perder seus herdeiros Antônio Gastão e Luís Maria Filipe.

Confira 10 fatos sobre a vida da Princesa Isabel

1. Nascimento rumo ao trono

Em 29 de julho de 1846, no Paço de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, nasce a primeira filha de dona Teresa Cristina e de dom Pedro II, que já tinham um menino. No ano seguinte, Isabel torna-se herdeira do trono com a morte de seu irmão, com apenas 2 anos de idade.


2. Menina princesa

Entre o Rio e Petrópolis, na residência de verão, Isabel e a irmã Leopoldina recebem aulas da aia e condessa de Barral. Aos 14 anos, Isabel presta juramento de manter a religião católica, observar a constituição política do país e ser obediente às leis e ao pai imperador.

Imagem da filha de Dom Pedro II /Crédito: Wikimedia Commons

3. Casamento francês

Para celebrar seu casamento com o francês Gastão de Orleans, o conde D'Eu, Isabel pede ao pai que dez escravos do palácio fossem libertados. Ela caiu de amores pelo marido, diferentemente do povo brasileiro, que temia ser governado por um estrangeiro.


4. Primeira regência

Na primeira das três regências, Isabel era ainda uma jovem insegura de 25 anos fazendo o que tinha certeza de que o pai faria. Neste ano, aprova a Lei do Ventre Livre, que libertava os filhos de escravas, mas permitia que o senhor fizesse uso deles até 21 anos.


5. Dura maternidade

Muito pressionada a gerar herdeiros, dá à luz a menina natimorta Luísa Vitória. Ao longo de sua história, sofre dois abortos e tem três meninos: Pedro, Luís e Antônio, enterrando os dois últimos ainda em vida. Antônio morreu em 1918 e Luís em 1920.

Conde d'Eu, Pedro II, Teresa Cristina e Isabel, 1875 / Crédito: Wikimedia Commons

6. Segunda regência

A chamada Questão Religiosa coloca a princesa no fogo cruzado entre a Igreja e o governo. Maçons influentes no Império exigiam a prisão dos bispos. O assunto não foi para a frente, mas a imprensa não poupou Isabel, que logo voltou à vida privada.


7. Assinatura da Lei Áurea

Em 1888, a monarca passa a se apresentar publicamente como contrária ao regime escravo e, em sua derradeira regência, alia-se à ala abolicionista de Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e André Rebouças. No domingo, 13 de maio, Isabel oficializa o fim da escravidão.


8. Exílio na Europa

Adorada pelas massas, a filha de Pedro II e toda a famíia perderam o apoio das elites, já que não houve indenização aos fazendeiros que perderam seus escravos. Dois dias após a proclamação da República, partiram para o exílio. Isabel deixa seu país aos prantos.

Isabel (esq.) Pedro e Teresa (centro) e Gastão (dir.) / Crédito: Jean Magrou via Wikimedia Commons

9. Morte sem pátria

Mesmo com a revogação do banimento de sua família no Brasil, Isabel não consegue se beneficiar por conta da saúde. Doente, ela morre em 14 de novembro de 1921, aos 75 anos, sem nunca mais ter retornado ao país. Seus restos mortais, no entanto, vieram para o Rio de Janeiro.


10. Brasil liberado

O projeto do deputado mineiro Francisco Valadares, que requer a revogação do banimento da família imperial no país, foi aprovado no Congresso em 1920. A autorização também permite que os restos mortais dos pais de Isabel sejam transferidos para o Brasil.