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Neve de sangue espalha por península na Antártida

A estranha aparição de neve na cor carmim, não é um fenômeno incomum, e está relacionada ao aquecimento das águas

Paola Churchill Publicado em 09/03/2020, às 12h18

o fenômeno não é incomum, mas aumentou devido as mudanças climáticas/ Base de Investigação de Vernadsky
o fenômeno não é incomum, mas aumentou devido as mudanças climáticas/ Base de Investigação de Vernadsky

Os pesquisadores ucranianos da Base de Investigação de Vernadsky, localizada na ilha de Galindez, na Antártida, registraram um efeito que é incomum, porém intrigante. O gelo da península amanheceu com tons de vermelho.

O fenômeno é conhecido pelos cientistas como “neve de framboesa”, e tem como origem um tipo de alga avermelhada, a Chlamydomonas Chlamydomonas nivalis, presente em lugares com neve e gelados.

As algas Chlamydomonas Chlamydomonas nivalis são responsáveis pelo fenômeno/ crédito:  Base de Investigação de Vernadsky

 

Porém, essas algas crescem em águas geladas, durante a temporada mais fria,  elas ficam adormecidas. Com a chegada do verão que ocasiona o degelo, elas florescem e espalham esporos vermelhos pela neve. A cor absorve o calor do sol e protege as algas, fazendo com que elas absorvam melhor os nutrientes solares sem risco de mudanças genéticas.

É certo que com os aumentos da temperatura da Antártica acarretaram para o aumento da ocorrido, somente esse ano, foram registradas uma alta do clima da região, marcando 20°C, valor nunca registrado antes na história daquela parte do mundo.