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No Egito, o pão era tão importante que foi usado como pagamento

Alimento essencial na mesa dos brasileiros tem origens curiosas

Izabel Duva Rapoport Publicado em 19/03/2022, às 09h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - manfredrichter, via Pixabay

Há 7.500 anos, o homem já comia uma espécie de pão oval e achatado, feito de
cereais e água, parecido com uma panqueca. Mas foi só em 300 a.C. que os egípcios descobriram o pão que comemos hoje: um pedaço de massa, esquecido ao ar livre, fermentou e cresceu.

“A alguém teria ocorrido juntar essa massa expandida a uma nova. Assim a fermentação teria sido incorporada ao repertório culinário”, descreve Sandra Canella-Rawls no livro Pão – Arte e Ciência.

Não demorou para que eles criassem também o primeiro forno fechado. O alimento conquistou tamanha importância no Egito que boa parte dos operários que trabalharam na construção das pirâmides foi paga com pães – e não com dinheiro.

Outra versão

Outra versão, porém, mostra que o fermento (assim como o pão) tenha surgido ainda na Pré-História, já que há leveduras (fungos responsáveis pela fermentação) em todos os lugares.

De todo modo, com as trocas comerciais entre egípcios e gregos, o pão acabou chegando à Europa em 250 a.C. e não demorou muito para se tornar também o principal alimento da Roma Antiga.

Farinha de mandioca

No Brasil, o consumo de pão só se popularizou depois do século 19, com a chegada dos italianos ao país.

Até então, o brasileiro consumia especialmente farinha de mandioca e biju – embora já tivesse acesso ao pão de trigo oriundo de Portugal.