Curiosidades » Personagem

Didi nas alturas: o dia em que Renato Aragão escalou a mão do Cristo Redentor

O infame episódio aconteceu em 1991, ano que marcou os 25 anos do grupo de comédia Os Trapalhões

Caio Tortamano Publicado em 04/03/2020, às 10h59

Renato Aragão indo em direção à mão do Cristo Redentor
Renato Aragão indo em direção à mão do Cristo Redentor - Divulgação

Em 1991, o projeto Criança Esperança, da TV Globo, já representava um verdadeiro sucesso de audiência. Cada ano que passava, Os Trapalhões, liderados por Renato Aragão (Didi) tinham que se desenrolar para chamar atenção ao programa.

Neste ano, Renato teve um plano ousado. Em agradecimento a tudo que construiu em sua carreira, e por sua nomeação como embaixador da UNICEF (fundo das Nações Unidas em benefício das crianças carentes) o ator e comediante iria subir até o ombro do Cristo Redentor e caminhar até a sua mão para que pudesse beijar o monumento.

A ação também foi em agradecimento ao aniversário de 25 anos do grupo de comédia histórico do Brasil. Os Trapalhões são a maior fonte de reconhecimento do ator de Didi até os dias de hoje.

Em reportagem exibida no canal global, a repórter Glória Maria entrevistou o comediante pouco antes da escalada e questionou se ele iria mesmo realizar o ato, ao que Renato respondeu: “Vou. Isso não é nenhuma promessa, mas uma vontade que tive desde que cheguei aqui (Rio de Janeiro) para agradecer à Ele.”

Com 30 metros de altura, o Cristo Redentor é um marco da cidade do Rio de Janeiro, e a escalada de Aragão foi acompanhada por equipes de filmagens que queriam deixar tudo registrado para ser reproduzido na programação da Rede Globo.

Mesmo com equipamentos de segurança e uma roupa que — se parecia — com a de um paraquedista, a manobra foi arriscada, quando considerado o grau de notoriedade de Renato e sua idade na época, 56 anos.

Ao chegar na mão direita da gigante estátua, o ator começou a jogar pétalas de rosas de seus bolsos. Utilizando um microfone para conversar com a repórter embaixo do Cristo, Renato afirmou: “(...) que essas rosas caíam nos corações das pessoas, que amparem mais as crianças”.

Logo depois, Aragão deu vida ao ato que entraria para a história da televisão brasileira. Para Renato, essa foi a coisa mais intensa que ele já fez em sua vida, e passou três dias “sem sentir dor, fome, apenas felicidade”.

Renato beija mão da famosa estátua / Crédito: Divulgação

 

Durante um painel da Comic Com Experience de 2016, o comediante confessou que, quando chegou à mão, ficou com medo que o Homem (Cristo) aplaudisse — arrancando risadas da plateia.


+ Saiba mais sobre o tema através das obras abaixo:

Os adoráveis trapalhões, de Luis Joly e Paulo Franco (ebook) (2017) - https://amzn.to/32RDDmu

Cristo Redentor. Historia E Arte de Um Símbolo do Brasil, de Nigge Loddi (2008) - https://amzn.to/3czdjlp

Renato Aragão: Do Ceará para o coração do Brasil, de Rodrigo Fonseca (2017) - https://amzn.to/3awR9OP

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, assinantes Amazon Prime recebem os produtos com mais rapidez e frete grátis, e a revista Aventuras na História pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.