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O que acontece com o corpo humano após a morte?

Quando o coração parar de bater, o corpo ainda passa por um longo processo até a decomposição

Daniela Bazi Publicado em 11/03/2020, às 07h00

Imagem ilustrativa de um cadáver
Imagem ilustrativa de um cadáver - Getty Images

A morte sempre foi um dos maiores mistérios da humanidade e uma das únicas certezas da vida. Apesar de tudo, após o nosso último suspiro, o corpo humano continua funcionando por umtempo até todo o processo de decomposição ser finalizado.

Sem respirar, as bactérias que estavam presentes no corpo para ajudar durante a digestão de alimentos continuam a liberar gases, que antes eram liberados na respiração, se acumulam no cadáver, o deixando inchado e deformado pela acumulação da substância.

Depois que o coração para de bater, a temperatura corporal cai um grau a cada hora até se igualar a temperatura ambiente. Como consequência, o sangue se torna ácido, fazendo com que as células se abram e suas enzimas sejam enviadas aos tecidos, para que se inicie o a autodigestão.

Imagem ilustrativa de um funeral / Crédito: Pixabay

 

Em seguida, seu sangue para de circular, coagulando todo o conteúdo presente nas veias, e o cadáver começa a apresentar machas das cores branca e roxa, principalmente nas regiões mais baixas. Ao analisá-las, os médicos legistas são capazes de determinar a hora exata da morte.

Após quatro horas do falecimento, o corpo começa a ficar duro, atingindo o seu ápice 12 horas depois e perdendo o aspecto rígido após 72 horas. O último estágio é o de putrefação, que nada mais é do que a decomposição dos tecidos e órgãos que restaram.

Já sem oxigênio correndo pelo corpo, o cadáver passa a ter suas células presentes nas paredes dos vasos sanguíneos necrosados, tornando-se extremamente frágeis.

Olhos fundos e lábios escuros

12 horas depois do falecimento, a água presente no cadáver evapora e os tecidos começam a se retrair, deixando os olhos fundos, escurecendo os lábios e interrompendo o crescimento de unhas e pelos. Um ser adulto pode perder cerca de 1,3 kg devido a perca de líquido.

As enzimas presentes no pâncreas passam a ajudar na auto degeneração, enquanto os micro-organismos presentes no corpo atacam essas enzimas, deixando com uma cor verde a partir da área do umbigo. São por causa dessas bactérias que os cadáveres têm um odor desagradável.

Como consequência, as moscas de rapina, mais conhecidas como varejeiras, passam a ser atraídas até o corpo, depositando seus ovos nos orifícios e cavidades, criando larvas que passam a comer o defunto. Quando o tecido está mole e existem boas condições ambientais para esses insetos, em até duas semanas restará apenas os ossos.

Em determinados períodos históricos, algumas pessoas tinham o costume de desidratar os defuntos e deixá-los em estado de mumificação para que os animais não comessem o corpo. 

Imagem ilustrativa de uma lápide / Crédito: Pixabay

 

Entretanto, mesmo com os restos mortais secos, ainda existem alguns seres que se alimentam do corpo nesse estado, como as traças e os escaravelhos. Esses insetos entram em ação quando resta apenas o esqueleto, comendo os restos secos e acabando com os vestígios do cadáver.

A consciência humana persiste 

Um estudo comandado pelo cientista Sam Parnia, diretor do departamento de Cuidados Intensivos e Ressuscitação da Langone School of Medicine, afirma que a consciência humana continua a funcionar por alguns instantes mesmo após o coração parar de funcionar.

A pesquisa foi feita com pacientes de ataques cardíacos, que acabaram conseguindo ser reanimados, e acabou inspirando filmes como Linha Mortal (1990), dirigido por Joel Schumacher, e Além da Morte (2017), com a direção de Niels Arden Oplev.

Segundo relatos dos pacientes que participaram do estudo, mesmo após ser anunciada sua morte, eles continuaram a escutar as conversas que aconteciam entre os médicos e enfermeiros no local a sua volta, com os assuntos sendo confirmados em seguida.

 “Da mesma maneira que um grupo de pesquisadores pode estudar a natureza do amor, estamos tentando entender as características exatas do que as pessoas experimentam quando experimentam a morte. Entendemos que esse estudo vai refletir a experiência universal que todos nós vamos ter quando morrermos”, comentou Sam.


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A negação da morte, Ernest Becker (1991) - https://amzn.to/39LXXsg

As intermitências da morte, José Saramago (2005) - https://amzn.to/2TGYpSR

A morte da morte: a possibilidade científica da imortalidade, José Luís Cordeiro e David Wood (2019) - https://amzn.to/2TUllNl

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