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O que aconteceu com Mary Bell, a criança assassina?

No final da década de 1960, na Inglaterra, a menina com apenas 11 anos, matou brutalmente duas crianças

Alana Sousa Publicado em 25/07/2020, às 12h00

Mary Bell, em foto pessoal
Mary Bell, em foto pessoal - Wikimedia Commons

Mary Bell era uma menina de apenas 11 anos, quando assassinou cruelmente outras duas crianças. Chocando a sociedade inglesa da época, ela contou com ajuda de sua amiga, Norma Bell. Mas o que aconteceu com a pequena psicopata após seus crimes hediondos? Para isso, precisamos relembrar seu caso.

A criança assassina

Seus primeiros anos foram muito conturbados, sua mãe a abusava psicologicamente, tentou assassinar Mary diversas vezes. Além de drogar a menina com anfetaminas e esfregar seu rosto em sua própria urina quando fazia xixi na cama. Desde os cinco anos, ela era obrigada a fazer sexo oral com os clientes da mãe, que era prostituta, em troca de dinheiro.

As violências sofridas afetaram profundamente a garota, que descontava as agressões torturando animais, como gatos e cachorros — mais tarde, ela começou a matá-los. Também treinava estrangulamento em crianças na escola.

A situação alcançou um nível extremo quando, um dia antes de completar 11 anos, em 25 de maio de 1968, junto com a amiga Norma Bell, estrangulou até a morte, Martin Brown, um menino de três anos de idade.

Mary Bell / Crédito: Divulgação

 

Cerca de um mês depois, em julho de 1968, a segunda vítima foi morta. Brian Howe tinha apenas quatro anos. Mary estrangulou e mutilou Brian com uma faca. A pele dos genitais da vítima estava esfolada e havia uma letra M cravada na barriga.

As amigas se tornaram rapidamente as principais suspeitas dos crimes por apresentarem um comportamento suspeito. Mary compareceu ao enterro de Martin e, constantemente perguntava à família de Brian se sentiam sua falta. Em um momento chegou a dar uma dica de onde seu corpo poderia estar enterrado.

Pouco tempo depois, Mary Bell assumiu a culpa, afirmou que matava por prazer e emoção. Em júri popular, Norma foi inocentada, e Mary culpada de dois assassinatos, quatro estrangulamentos e por vandalizar uma enfermaria escolar. Recebeu uma sentença indefinida por homicídio involuntário. Aos 23 anos, foi liberada, após cumprir mínimos doze anos de prisão.

O que aconteceu com Mary Bell

Após ser liberada da prisão de Askham Grange, localizada em North Yorkshire, Inglaterra. Mary recebeu um novo nome e o direito de reconstruir a vida em total anonimato. Acredita-se que ela tenha voltado a morar na região de Tyneside, mas como muito tempo havia se passado, não era mais reconhecida em público.

No entanto, alguns anos depois, jornalistas locais conseguiram descobrir seu paradeiro e detalhes de sua vida íntima. Ela teve uma filha em meio de 1984, a criança foi criada sem saber de nada sobre os crimes da mãe.

Mary Bell quando criança / Crédito: Wikimedia Commons

 

Até que, em 1998, repórteres apareceram na casa de Bell, na época com 41 anos e a filha com 14. Ambas saíram correndo de casa com lençóis sob a cabeça, mais uma vez o rosto da ex-detenta foi mantido em segredo.

No mesmo ano, um livro polêmico foi lançado. Intitulado Cries Unheard: Why Children Kill - The Story of Mary Bell, a obra co-escrita por Bell com a jornalista Gitta Sereny, trouxe o passado cruel de Mary à tona para a filha. A publicação causou controvérsia na Inglaterra, pois, a assassina recebeu parte do pagamento, muito por ter ajudado a escrever, fornecendo detalhes sobre o crime, sua infância e família.

A criminosa permaneceu em anonimato até 2009, quando a notícia de que ela tinha ganhado um neto circulou nos jornais. June Riachardson, mãe de Martin Brown, comentou ao The Guardian, quando recebeu a notícia de que Mary era já avó. “Ela tirou minha benção e me deixou em luto para o resto da minha vida. Eu espero que quando ela olhe para essa criança ela se lembre das outras duas que ela assassinou”.

Hoje com 67 anos, Bell permanece viva e vivendo sob a lei de anonimato que, graças a ela, concede proteção para condenados na Grã-Bretanha. A ordem judicial é conhecida como “ordem Mary Bell”, contemplando não só ela, como sua filha, neto, e possíveis descendentes que poderão nascer. Seu paradeiro no momento é desconhecido.


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