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O que Elizabeth II fez na Segunda Guerra?

Conheça a curiosa função que a atual rainha desempenhou durante o conflito, rendendo até um apelido simpático

Caio Tortamano Publicado em 05/09/2020, às 09h00

Fotografia de Elizabeth II durante serviço na Segunda Guerra
Fotografia de Elizabeth II durante serviço na Segunda Guerra - Wikimedia Commons

Bem antes de assumir o trono, Elizabeth II participou da Segunda Guerra Mundial de maneira que seria pouco previsível para um membro da família real. A futura monarca se tornou a primeira moça da família a se tornar membro das Forças Armadas Britânicas.

A posição da Rainha Elizabeth, mãe de Elizabeth II e esposa do Rei George VI, era firme: não sairia do lado do marido, e suas filhas não iriam para lugar nenhum na ausência dela. Portanto, no decorrer da guerra as jovens permaneceram na Inglaterra, mais precisamente no Castelo de Windsor.

Os pais de Elizabeth, por diversas razões, eram extremamente protetores, tanto por ela ser relativamente jovem, com 18 anos, quanto ser uma mulher da família real, então não atendiam ao desejo que a menina sentia em querer — como muitos dos jovens da época — se alistar para ajudar a Inglaterra.

A resistência durou até ela fazer 19 anos, quando decidiram, no começo de 1945, permitir que se alistasse no exército e ajudasse como pudesse. Com o nome de Elizabeth Windsor, ela entrou no Serviço Feminino Auxiliar do Território (com a sigla ATS em inglês).

Mulheres mecânicas consertando tanque de guerra em serviço da ATS / Crédito: Wikimedia Commons

 

Esse serviço era fundamental. As mulheres trabalhavam em artilharias antiaéreas, operando transmissões de rádio para comunicação das tropas, em reparos mecânicos de equipamentos e veículos e também como motoristas dos mesmos.

Jovem mecânica

Foi com equipamentos mecânicos que Elizabeth se encontrou. Assim, iniciou um curso de seis semanas a respeito de reparos em automóveis. Não somente a futura rainha aprendeu a reparar esses itens, como também conseguiu se habilitar para pilotar ambulâncias, jipes e caminhões, dos quais sabia montar e desmontar por completo, além de trocar seus pneus, é claro.

Porém, por mais que estivesse com as mãos sujas de graxa, ela não era como outras mulheres que também trabalhavam arduamente. De acordo com o Biography, suas refeições eram realizas num refeitório separado, além de ser levada de carro diariamente do local de trabalho até o castelo de Windsor, em segurança.

Repercussão

Ela já era a sucessora do trono britânico, então a ideia de que a futura rainha da Inglaterra estava sujando as unhas com motores pelo interior do país era de um deleite extremo para os jornais da época, que adoraram a proatividade da moça que dava seu suor pelo reino.

Elizabeth no Serviço Territorial Auxiliar das Mulheres, durante a Segunda Guerra Mundial / Crédito: Domínio Público

 

"Uma de suas maiores alegrias era sujar as unhas, ter manchas de graxa nas mãos e mostrar esses sinais de trabalho para seus amigos", afirmou uma matéria publicada pela Coiller no ano de 1947.

Na época, Elizabeth ganhou o carinhoso apelido de Princesa Mecânica, e apesar da resistência inicial, os pais da jovem se mostraram muito orgulhosos do trabalho que desempenhava.

Os anos se passaram, e a paixão da rainha por motores e automóveis não passou. Diversas vezes ao longo dos anos 90 foi possível encontrar a já idosa monarca atrás dos volantes de diversos carros da coleção real. Ela, inclusive, ensinou seus filhos a dirigir e, vez ou outra, reparava seus automóveis quando apresentassem algum problema.


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